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domingo, dezembro 06, 2009

Pega no flagra no vestibular

Hoje, dia 6 de dezembro, eu fiz a segunda etapa do Enem. Em junho fiz a prova da UERJ; em outubro, PUC. Diferentemente da maioria dos inscritos, a minha maior preocupação nesses 5 dias de prova não foi o conteúdo. Afinal estou no 2o ano! Queria treinar - considero errar uma maneira mais fácil de aprender - e saber como eu me comportaria em dias decisivos. No final, acabei juntando mais informações sobre o vestibular das quais eu não tinha conhecimento. A mais surpreendente: a facilidade de colar. Em segundo lugar: os erros de português no quadro.

O que fazer para ter a sua prova retirada no vestibular? Nesses 2 vestibulares e 1 Enem de que eu participei, eu já ouvi celulares e gente espiando a prova antes da hora. Porém nunca vi alguém sendo punido. Só verbalmente - que foi o que aconteceu com um senhora, neste domingo, quando ela espiava a prova antes da hora.

A mulher só a advertiu "Não pode abrir a prova antes de uma 1 hora, hein". Pelo menos isso, porque na PUC nada fazem enquanto metade da turma começa a ler a prova 10 minutos antes do permitido. No segundo dia de prova da PUC, aconteceu o inevitável. Após as inspetoras da sala ignorarem o fato. Uma mulher, superior às que ficam na sala, notou o adiantamento da menina, ao por acaso entrar na sala, e falou "Você está olhando a prova? Elas não disseram que não pode?" Depois de duas perguntas em alto tom, a menina fechou a prova e não deu um pio. A meu ver, o vestibular da UERJ foi o mais organizado. Caso você levasse celular e outros eletrônicos, eles ficariam lacrados com a inspetora - junto à identidade. As duas fotinhas deste post foram tiradas no meu fim-de-semana.




Fiquei mais marcada com o texto escrito no quadro quando fiz PUC. Quando eu e minha amiga estávamos na fila, logo notei a falta de acentos nas palavras - ou o lugar errado deles. "termino" (em vez de término), "inicío" (em vez de início), entre outros. Sábado não foi muito diferente. Tentei registrar com o meu Iphone o erro de concordância, mas acabei cortando a palavra mais importante. Aquela frase não sai da minha cabeça "Os três ultimos (sic) alunos sairá (sic) juntos [...]". Levei uma facada antes de começar o exame.
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Clique aqui para ler o texto de mais uma vítima do Enem.

quarta-feira, novembro 11, 2009

Na espera para o 1 contra 100

Estava dando uma espiada, com a ajuda do CTRL + F, no regulamento para a inscrição do 1x100. Eu não acreditava que eu podia entrar na fila, mas, pelo que parece,:
"5.5 – Com exceção dos artistas, apresentadores e demais integrantes do corpo artístico do SBT, não poderão se inscrever, concorrer, nem participar no concurso indivíduos com menos de 10 anos de idade completos, os empregados e prestadores de serviços, direta ou indiretamente envolvidos na organização e produção do programa, bem como os seus parentes até o segundo grau. Também não poderão se inscrever, concorrer, nem participar no concurso os empregados das empresas pertencentes aos mesmos grupos econômicos do Grupo Silvio Santos, Endemol Brasil Produções Ltda., Casablanca Efeitos Cinematográficos Ltda., bem como os seus parentes até o segundo grau."
Depois de preencher todas as lacunas e responder às 20 questões multipla-escolhas, eu tenho pequeninas chances de um dia agradecer o Justus pelo o meu prêmio de 1 milhão de reais EM BARRAS DE OURO. rs

domingo, novembro 08, 2009

Fique antenado(a)!

Os próximos assuntos a serem tratados aqui são:
-Álcoolismo, o primeiro passo (os reflexos da droga na sociedade e sua relação com as demais drogas)
-O mau uso do celular (falta de bom senso, pesquisa)
-Os multiusos (profissionais com várias funções para evitar novas contratações, muitas vezes, resultam num serviço mal executado)
-100 posts em 1 ano de blog (aniversário de 1 ano do Croquis na segunda dia 9)

sábado, setembro 19, 2009

Só aqueles que plantaram colherão frutos

Mesmo tendo recebido a visita importante da Megazine na última quarta, eu não consigo me desfazer do meu passado exposto no começo do blog. É gostoso voltar ao passado com um clique e ver o quanto eu evoluí após adotar, por definitivo, o hábito de escrever. Os erros que eu fazia. A falta de vírgulas. Também tem aqueles vexame no Google como “aprocimar” e “seje” que eu não consigo deletar. Só de pensar que em 3 anos, eu evoluí tudo isso...faz com que eu queira ir além. Chegar na faculdade, finalmente, cursar o jornalismo. Deixar a biologia de lado. Pessoas maduras que levam as coisas a sério. Estar cada vez mais perto do meu sonho profissional. Não dá para ficar parada. Quando eu vejo algum lugar abrindo vagas, eu clico e me inscrevo. Promoções, como a da Megazine, eu também estou dentro. Eu me orgulho muito de estar sempre aberta para o aprendizado e fazendo esforço para aperfeiçoar os meus conhecimentos. E a visita ao GLOBO na quinta passada (17) foi um fruto disso. Ei, eu não desisto nunca!

"Oi filha linda meus parabens ,fiquei muito feliz pela sua iniciativa e atitude! Me orgulho muito de voce!!!!!!!De verdade,muitomesmo! Mil beijos e tamo muito! Pai todo prosa. Bjs."

"Fiquei emocinoada com sua resposta!! Mas triste tb pq torci mto e sei q vc adoraria poder estar entre os 6! mas é isso aí , lembrei da outra menina contando das vezes q não deu certo!! seria mta sorte conseguir logo de primeira!! te amo "

"Que legal Gabi, veja que mesmo sem ter entrado, por motivos técnicos, vc já é conceituada com eles, é só uma questáo de tempo. Parabéns, vc com 17 anos tendo toda essa iniciativa, correndo atras, e com a cabeça que tem, vai longe!! bjsss"

quarta-feira, julho 22, 2009

O perfil dos jornalistas






Aos 14 anos, eu percebi que seguiria a carreira de jornalista. Mas afinal que tipo de pessoa os jornalistas são? Uma das perguntas mais persistentes, já que um dia eu serei um deles. Eu terei a mesma rotina que eles têm e provavelmente terei um perfil similar ao deles – já que eu conviverei boa parte dos meus dias com eles. Assim como os políticos e os advogados, a maioria dos jornalistas não é bem vista pela sociedade. Um exemplo de responsável por essa imagem é o Perez Hilton - uma pessoa que eu não gostaria de ser, conhecer ou aturar. Hilton é um blogueiro – mas também podemos chamá-lo de repórter independente, já que só há uma diferença: o lugar da onde o dinheiro vem. Se fosse só isso, não teria problema...
M. A. Lavandeira Jr. conquistou a fama julgando as celebridades sem sequer conhecê-las sendo muitas vezes desrespeitoso, preocupando-se somente com o seu umbigo.

Num certo domingo em que eu assistia uma competição de salto de cavalo, cerca de três casais barulhentos estavam reunidos perto das cadeiras em que eu e minha avó estávamos sentadas. Era indispensável observar os casais. Eram mal educados, feios, falavam alto, bebiam muito, enquanto as pessoas ao redor tentavam aprestar atenção nos saltos. Para você ter uma noção: foi necessário que a juíza pedisse no microfone para que o grupo se acalmasse. A única pergunta que não saía da minha cabeça era: o que será que essas pessoas fazem da vida? Pareciam classe média, logo comecei a achar que eles eram jornalistas. Aquela hipótese começou a me atormentar. De repente uma das mulheres, já alterada, pergunta ao marido:

“Mas você não é jornalista? repórter? sei lá o que”


Naquele momento, eu desabei. Por mais que aquele fosse um momento de descontração é inevitável pensar que eu teria que encontrar com aquele tipo de pessoa na redação ou até que eu poderia me tornar uma deles!
Uma experiência mais recente e menos apavorante aconteceu numa palestra na escola. O ex-aluno da EAC formado em jornalismo era mal educado (celular tocou duas vezes e mesmo assim ficou mexendo no celular), não conseguia se expressar verbalmente direito (gaguejava e outros) e o mais importante: ELE TRABALHA NA EMPRESA QUE EU SONHO EM TRABALHAR. Já foi dito acima que os advogados também têm a sua imagem prejudicada, diferentemente do jornalista, o ex-aluno advogado – também formado em engenharia mecânica, era boa pinta, falava muito bem (cômico e espontâneo), apesar de ter até se levantado para falar, não o considerei educado por ter extrapolado no tempo. Por mais que eu tenha esbarrado em jornalistas, cujos perfis não me agradam, prefiro pensar que eles são minoria. De qualquer forma já conheço um lugar onde não há esse tipo de gente e lá eu sei que estarei salva.

sexta-feira, junho 12, 2009

No papel, na tela, onde você quiser estar

Assim como a política, o jornalismo também esteve presente na minha vida desde cedo. Na época em que os meus pais eram casados, nós seguíamos uma rotina à noite. Após o jantar em família, nós íamos diretamente para o escritório. O escritório – hoje em dia abandonado – era conhecido por ter canal a cabo e a maior televisão da casa. Lá mamãe e papai assistiam o Jornal Nacional, enquanto eu e minha irmã, 7 e 5 anos respectivamente, esperávamos o término para poder assistir os desenhos do Cartoon Network. Eu ainda não demonstrava interesse pelo jornalismo.

A minha recordação antiga mais relevante é de 2003. Quando eu cursava a 4ª série e a professora de português, Marília, abriu um espaço de suas aulas para quem quisesse trazer reportagens e apresentá-las. Os meus pais já eram separados e a minha mãe não sequer assinava um jornal ou revista. Ao contar a novidade em casa, a minha avó materna logo se ofereceu a doar o Jornal do Brasil assim que lido por ela. A partir daquele momento não sobrou espaço vazio no mural na minha turma. Aqueles jornais velhos já faziam parte da minha rotina; eu lia, escolhia a reportagem, levava para a escola e informava a turma. Além de ter gostado do contato com o jornal, eu tinha um interesse maior por trás daquilo tudo: melhorar a minha nota complementar. Em 2003, eu tive um dos piores rendimentos da minha vida acadêmica. Outra maneira que eu investi para melhorar a minha nota complementar foi: alugar vários livros da biblioteca de sala. Eu nunca me interessei por livros. Essa é uma frase dificilmente dita por jornalistas ou qualquer um que atue no campo de comunicação. Mas ainda tenho esperanças que um dia poderei mergulhar em um mar de livros. Então eu arrumei um modo de burlar a biblioteca da sala, já que eu seria obrigada a ler X livros por mês e a minha nota complementar não era das melhores. Toda semana, eu alugava cerca de 3 livros e às vezes no mesmo dia, eu os devolvia. Eu simplesmente não os lia e no campo da resenha da folha – que deveria ser preenchida sobre o livro –, eu copiava o texto que aparece atrás do livro. Dessa forma, eu fui reconhecida como a maior leitora da sala – ganhando um livro da professora e...... não sei se teve alguma influência, mas eu passei de ano.

Eu só fui ter um contato tão forte com outro meio de comunicação no final de 2004. Quando, finalmente, os meus pais cederam e eu e minha irmã conseguimos uma televisão para cada um dos quartos. Era uma grande vitória poder escolher entre Globo, SBT, Record e o melhor: quando a gente bem entendesse. Eu optava na maioria das vezes pela Rede Globo e assistia qualquer coisa que passasse. Quem conhece sabe que a emissora exibi os mais variados telejornais, o que fez com que a minha necessidade de estar sempre bem informada aumentasse cada vez mais.

Meados de 2007, minha mãe – que se recusava a pagar mais dois pontos adicionais para a NET – cede novamente. Com quase uma centena de canais disponíveis, eu me interesso especialmente por um. Nada mais, nada menos do que o canal conhecido por informar os telespectadores em tempo real. A Globo News passa a ser a minha maior fonte de informação. E através desta, eu conheço o mundo das especulações. O meu interesse pelo mercado financeiro não fica só na telinha. A minha frequência quanto às conversas com o meu pai, à leitura do jornal e ao uso da internet como meio de informação cresce. Logo que entregue, o jornal OGLOBO segue em uma viagem rumo à escola, a globo.com não é mais suficiente e as conversas não ficam mais entre eu e papai. Pela primeira vez, os três meios de comunicação mais conhecidos estão incluídos no meu dia-a-dia. Esteve tão claro desde os meus 10 anos. Eu seria uma idiota se não seguisse a carreira de jornalista.