segunda-feira, novembro 09, 2009

100 posts em 1 ano

Este é o centésimo post deste blog. No momento, eu estou ligada na Globo News assistindo às peças de dominó - que simbolizam o muro de Berlim - caírem. Hoje, dia 9 de novembro de 2009, faz 20 anos que o muro que separava a Alemanha Ocidental da Oriental foi, finalmente, derrubado. Além disso, o Croquis de la Vida completa 1 ano, coincidindo com o 100 post! Agora vocês podem entender o motivo de tantos textos nos últimos 15 dias. Sou apaixonada pelo Croquis e espero nunca ter que me desfazer dele. Fiz uma média de posts por semana. 100/(365/7)=100/52= cerca de 2 posts por semana! Lembre-se que o Croquis também está no Twitter.

Rendida pelo oceano

Tem feito dias lindos aqui na cidade maravilhosa. Na praia, eu fiz a minha mãe, sem querer, perder um dos brincos. Enquanto procurávamos, a onda veio e levou os óculos dela. Procuramos mais um pouco e fomos embora com medo de Iemanjá querer mais alguma coisa. Não foi a primeira vez. O mar já levou meus óculos de mergulho, meus óculos de sol, minha meia e, até mesmo, a parte debaixo do meu biquíni. O que ele me trouxe até hoje? Uns cruzados - ou cruzeiro, não sei - que de nada serviram. Fala sério. Temos que negociar. Se for para continuar desse jeito, vou recorrer a calminha piscina.

Cadê o seu respeito?

Uma das atitudes que mais me irritam: falta de respeito. Você fala e a pessoa te ignora. Você cumprimenta e nada. Oi, olá, bom dia. Nenhuma reação. Saiba que é bem pior quando a pessoa que não quer calar é a do lado. Vivenciei, mais uma vez, uma atitude de desrespeito insuportável. Lá estava eu voltando para casa quando percebo que eu não sou a única incomodada e que a atenção está concentrada numa mulher. A menina que deveria ter uns 20 anos parecia uma matraca - como meus pais costumavam dizer. Falava ao celular aos berros sem medo de causar constrangimento. E mais, ela falava "besteirinha" para a outra pessoa! Quando eu comecei a comemorar o término da chamada, ligou outra pessoa para a mulher de cabelos escuros. Mais alguns minutos e, finalmente, a menina desligou. Pelo amor de Deus, a maioria que estava ali já estava morta de um dia de trabalho e ainda vem gente mal-educada tentar tirar a gente do sério. Falta de consideração! No dia anterior, eu tinha assistido à reportagem do Jornal da Globo sobre esse vício que faz com que algumas pessoas passem por cima da existência dos outros. Pena que eu não consegui encontrá-lo na Globo Vídeos. Outro dia, eu procuro novamente.

domingo, novembro 08, 2009

Fique antenado(a)!

Os próximos assuntos a serem tratados aqui são:
-Álcoolismo, o primeiro passo (os reflexos da droga na sociedade e sua relação com as demais drogas)
-O mau uso do celular (falta de bom senso, pesquisa)
-Os multiusos (profissionais com várias funções para evitar novas contratações, muitas vezes, resultam num serviço mal executado)
-100 posts em 1 ano de blog (aniversário de 1 ano do Croquis na segunda dia 9)

quinta-feira, novembro 05, 2009

Opção dos apertados


Ônibus pega fogo em foto da capa de Época


Ainda me lembro do dia em que pedi à minha mãe para poder ir ao shopping de ônibus com amigos. Aquela foi a minha primeira vez usando o transporte coletivo do Rio de Janeiro - porém eu já havia usado o de outros países. Ela ficou preocupada com um possível assalto ou, até mesmo, de o ônibus ser carbonizado. Aquelas imagens assustadoras, vistas nos noticiários por nós, deixam, mais uma vez, a pulga ficar atrás da orelha dela. Não critico isso. Outra coisa relacionada aos ônibus é o caos do transporte público no Rio de Janeiro. O pessoal se aperta dentro do trem, ônibus, van, metrô... E os ônibus que vão para a parte nobre da cidade passeiam com poucos passageiros! Como assim? 100 pessoas num ônibus e 15 no outro? Voltam no colo de um desconhecido no bafo da van ou sendo encoxado enquanto está agarrado à barra?! Ah! Os desfavorecidos não têm outra opção; os favorecidos têm. OK. Realmente não sei que tipo de negócio há por trás das cortinas do meu ônibus.

quarta-feira, novembro 04, 2009

Todos são perniciosos

Hoje eu combinei com a professora de apresentar à classe a minha religião, na próxima segunda 9. Porém estou pensando, seriamente, em cancelar esse trabalho que ajudaria na minha nota complementar. Não vale a pena! Gastar horas para fazer um Power Point com os esclarecimentos não é problema. O estopim seria eu preparar um trabalho para a turma encará-lo de uma forma ridícula. O que, provavelmente, iria acontecer. Enganam-se aqueles que pensam que a Fergie é motivo de chacota e que eu estou de brincadeira. Daqui a pouco essa irritação chegará ao último patamar - e só a Fergie sabe o que pode acontecer.

Lembrando: nesses quase 5 meses (completo em 13 de nov.), eu fiz 16 posts no FBR.

terça-feira, novembro 03, 2009

Primeiríssimo blog

Já falei aqui que o Google me 'entrega'. Porém, dificilmente, você conseguirá encontrar o meu PRI-MEI-RO blog lá. Eu me lembrava da existência dele e... só isso. Daí, eu resolvi procurá-lo no meu e-mail antigo (usei de maio. 2002-nov. 2009). Aliás, foi esse aí que deu origem ao meu nick de internet "agcc". Eu - que não jogo as coisas fora - pude entrar no meu antigo blog! Uma felicidade. Na verdade, nem tanto assim. O blog "Jornal eletronico" (sem vovô mesmo) foi criado no dia 21 de fevereiro de 2007, aos meus 14 anos. Fiz 3 posts idiotas em 2 dias. Mas é bom perceber isso porque eu vejo que eu não posso cobrar muito da minha irmã. Nos mini-textos têm erros de todos tipos. =)
Confira: http://www.uniblog.com.br/jornalatual/

domingo, novembro 01, 2009

Dããã


Tudo começou quando eu encontrei um equívoco na embalagem da goiabada. Ela tinha uma certa porcentagem de "volesterol" em vez de colesterol. Achei um absurdo deixarem escapar um erro de digitação tão idiota como esse. Umas semanas depois, eu dei de cara com outro erro de digitação. Desta vez, na embalagem da água mineral Pouso Alto. “O processo de amamentação gera um (sic) perda líquida maior. Durante este período é importante que haja uma maior ingestão de água, garantindo o funcionamento ideal do corpo.” Por último, eu estava lendo o modo de fazer da minha sopa de letrinhas. “acrescente um fio de óleo ou azeite e uma pitada se (sic) sal.” Outro erro de digitação. Acho que está na hora de contratar uma revisora, certo?

sexta-feira, outubro 30, 2009

O rosa-mais-do-que-chocante

Lead: Na quarta-feira passada, 28, vídeos no qual uma universitária de 20 anos é vaiada por colegas espalharam-se rapidamente na internet. Geyse usava um vestido curto, pois iria a uma festa após as aulas à noite, porém universitários reprovaram. A partir daquele momento, a confusão começou, e repercutiu 6 dias depois do acontecido.

As imagens que eu vi no YouTube são chocantes. São vários os aspectos desse caso que eu não consigo entender. Primeiro de tudo: Como que uma situação tão grave que aconteceu na quinta 22 só é noticiado 6 dias depois? O argumento de que os vídeos só foram enviados, ao YouTube, na quarta 28 é inválido. Não daria para controlar o número de vídeos do caos. Além do mais, quantos universitários guardariam a gravação por 6 dias? Eles querem é espalhar; chamar atenção. A Uniban ficou parada para acompanhar a menina – que, antes, é protegida pelo professor e amigos, depois, pela escolta dos policiais. Animais ou pessoas estudam lá? Uma instituição de ensino que precisa de tudo isso é, realmente, boa? Nunca tinha ouvido falar nessa faculdade e não sei o motivo de dizerem que ela é boa. Mas a ideia que eu tive até o momento (da falta de concordância junto ao gerúndio à total falta de respeito) é 100% negativa.


Confesso que quando vi os perfis da Geyse, no Orkut, eu acreditei que fossem fakes criados por amigos. Só fui descobrir que são originais lendo a Nossa Antena. Faça programa ou não, tenha perfil em site pornô ou não, por que a moça despertou tanto ódio naqueles alunos?
Acredito que se a cor do vestido não fosse rosa-choque, ela teria sofrido menos. De qualquer modo, ela não estava errada de ir com aquele vestido. Não li sobre nenhuma advertência sobre os trajes, por parte da Uniban. Mesmo que tivesse sido advertida, o acontecido não justificaria. Vestimentas liberais estão nas ruas, escolas e universidades. Certamente, não foi esse o único motivo para a agressão. O preconceito com a suposta prostituição, gente querendo ganhar popularidade em cima da imagem de Geyse e todos aqueles valores que os jovens já deveriam ter aprendido, levaram ao inevitável – denúncia da má educação de nossa juventude.


Também assisti parte da participação de Geyse no Geraldo Brasil. Essa menina é de ferro. Após tomar uma grande vaia, aparecer em todos os jornais, a menina ainda vai ao programa falar mais sobre o caso! Eu iria ficar na cama tentando voltar àquele dia, de modo que eu pudesse ter faltado ou, mesmo, colocado outra roupa. Independe do ponto de vista para concluir que a imagem da jovem de 20 anos foi abalada.

Por favor, próximo!

Hoje, eu estava me lembrando de algo que aconteceu em 2007. Fake da Frau Carla, do Budinha Jr e do próprio Buda. (Aliás, a capa da Megazine desta semana foi sobre isso. leia um pouco aqui) Acabei lembrando do jeito que eu consegui desmascarar o fake da Frau Carla e o do Buda. O da Frau Carla, eu identifiquei um erro de alemão nas informações do perfil. A pessoa tinha escrito “hote” em vez de “rote” (significa vermelho). Enfim, durante a aula, a pessoa ficou com a mesma dúvida e perguntou à professora se era com “h” ou “r”. A ficha caiu na hora. A do Buda, eu fiquei enrolando a pessoa. E, num momento, ela confessou que tinha entrado no perfil do Buda. Mas disse que ela não era a dona e tinha chutado e acertado a senha. Perguntei a senha. Ela disse: “buda”. Mais um mistério desvendado. Senhas do Orkut têm de ter no mínimo 6 caracteres. E aí, qual será a próxima máscara a cair?

quinta-feira, outubro 29, 2009

Linda!



Clique na imagem para ler o texto que foi recortado.

quarta-feira, outubro 28, 2009

Venda enganosa

Eu estou ficando mais preocupada do que já estava. O site chamado Statcounter vende a ideia de que você está protegida. Só visita o seu site quem você quer e, mesmo assim, você fica sabendo da hora, dia, lugar, quase tudo. Por volta de um mês atrás, eu descobri que o sistema é falho. Uma amiga, que visita o blog, foi identificada como moradora da Indonésia! Surreal. Recebo um certo internauta desde maio - que frequenta o blog regularmente - e eu sequer sei quem é. Você acha que eu me sinto segura com isso? Cada acesso de um desconhecido é motivo para a minha paranoia aumentar. Algo diferente aconteceu nesses dias. Quando eu fui tentar ver as estatísticas do Croquis, ontem, eu não pude vê-las. Foi a primeira vez que tal fato aconteceu. A surpresa que eu tive, hoje, ao entrar no Statcounter foi inesperada. Dia 27 de outubro, aniversário do Lula - o que não vem ao caso -, eu tive visitas da Colômbia, Grécia, Suécia, Itália, Guatemala, Alemanha e alguns outros. Na boa, num dia, receber todas esses acessos e ainda coincidir com o dia em que eu não consigo fazer log in no Statcounter?!! Isso é muito suspeito. Pode estar chegando ao fim do Croquis de la Vida.

segunda-feira, outubro 26, 2009

Formulário Enem = Prova Enem + 113


Quando eu recebi o formulário do Enem (30 de setembro quando a prova seria nos dias 3 e 4 de outubro), como eu não queria deixar para a última hora, fui logo preencher. 293 perguntas - pelo menos eram multi-escolha. Olha que as pessoas ainda reclamam do Enem que tem 180 + redação! Parecia que eu estava fazendo uma prova, porque eu estava cheia de dúvidas. Quantos anos eu levei para concluir o ensino fundamental? No idea. Sei que nunca repeti. Quantos anos eu levei para cursar o ensino médio? Ainda não cursei todo. Enfim, marquei como se eu não tivesse repetido nenhum - o que não significa que eu não possa repetir este ano ou o próximo! Tive de dar nota ao ensino da escola, dizer quantos rádios eu tenho em minha casa, como ela é, a minha religião, se tenho preconceito e muitas outras questões. Fiquei vários minutinhos marcando as respostas. Não menti (conheço gente que não assinalou a opção verdadeira pois ficou com medo de ser presa).


No final das contas, eu gostei de ter respondido. É bom que saibam disso, e espero que façam alguma coisa quanto aos problemas que eu apresentei. Por exemplo: marquei insuficiente para a realização de projetos e palestras sobre promoção da saúde e prevenção a Aids e a doença sexualmente transmissíveis. Disse que tenho preconceito com usuários(as) de drogas, que os(as) professores(as) não têm autoridade, firmeza. Nessa: "Respeito aos (às) estudantes, sem discriminá-los" eu coloquei "sim". Hoje eu colocaria "não". Eu tenho percebido, no decorrer desses últimos dias, que alguns professores têm preconceito quando eu digo que farei Jornalismo. Eu disse "alguns", ou seja, não é somente um professor. Já falei aqui no Croquis que a relação entre a minha escola e a mídia não é das melhores - mesmo esta tendo aparecido na Globo News e até no O Globo, como um exemplo de instituição de ensino. Resolvi mudar o meu discurso para tentar diminuir esse tipo de julgamento. Porém não quero dizer "não sei" porque pareceria que sou uma pessoa indecisa e insegura. Não vou mentir. Acho que é melhor tentar enrolar; mudar de assunto ou fingir distraída. Vai depender do professor.


O número 123 foi uma das minhas prediletas. "Pensando nos conhecimentos adquiridos no Ensino Médio, como você considera o seu preparo para conseguir um emprego, exercer alguma atividade profissional? Resposta: Apesar de ter frequentado uma boa escola, eu me considero despreparada, pois não aprendi o suficiente para conseguir um bom emprego."

Números 215, 216 e 217. "Dos itens listados abaixo, quais são as três principais contribuições para a sua vida pessoal que você obteve ao realizar o Ensino Médio? (Atenção: indique apenas as três principais alternativas escolhidas.) 1. Obtenção de cultura geral/ampliação de minha formação pessoal 2. Formação humana e cidadã para ser uma pessoa melhor e mais respeitosa das diferenças 3. Formação básica necessária para continuar os estudos em uma universidade/faculdade"

A ditadura da magreza

Finalmente, a professora entregou a redação. Confira a dissertação abaixo já com os poucos ajustes da professora.


A ditadura da magreza


Devido ao pré-julgamento da sociedade, a importância dada à aparência física está cada vez maior. Por trás das capas de revistas, jornais e anúncios publicitários há um padrão de beleza que gera reflexos no comportamento da população.

A falta de informação em relação à alimentação faz com que milhões de pessoas, principalmente adolescentes, fiquem neuróticas quanto à magreza. Muitas se submetem a dietas radicais ou até cirurgias plásticas absurdas em busca de corpos esbeltos como os das celebridades.

A anorexia e [a] bulimia são doenças que se manifestam, na maioria das vezes, em jovens que querem perder peso. Um caso mais sério, em que pessoas com distúrbios alimentares ignoram o bom senso para fugir de rotulações negativas como preguiçoso, desleixado e pobre.

O uso abusivo de cirurgias e dietas caracteriza a sociedade vaidosa do século XXI. O descomprometimento com a saúde e a escravidão ao modelo de beleza aumentam o índice de dependentes e, consequentemente, o número de mortes. É de extrema relevância que o governo federal tome medidas em prol de uma conciliação da alimentação sadia e do exercício físico.

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Editado de vermelho em 5 de outubro de 2010.

domingo, outubro 25, 2009

Peraí, agora estou ocupada

Arte: agcc

Quantas foram as madrugadas de domingo que eu virei? Muitas. Eu não sou uma pessoa de dormir cedo. Já que eu sempre tenho o que fazer. Então, por que desligar? Neste momento são 23:31, escreverei enquanto a reprise do Fantástico não começa. Sobrou tempo antes de ir ao colégio, vou verificar meus e-mails. Começou o monótono futebol, logo, eu vou assistir o 1 contra 100. Tô cansada, ligo a televisão.

Duas semanas atrás, eu estava comentando com a professora de biologia sobre alguns programas que, por acaso, nós assistimos. A tal professora terminou a conversa com a seguinte frase:

Chega de falar da minha vida. Vocês já perceberam que eu não faço nada em casa, mesmo.

Então assistir televisão é "nada"? Só para quando você não tem o que fazer? Bem, para ela, deve ser. Para mim, passar um dia sem televisão é como passar um dia sem beber água. Eu deveria estar lendo o meu livro - não pego há 2 semanas - ou terminando de ler o jornal - tempo insuficiente de manhã -, mas eu estou atrás da telinha toda santa noite. E o melhor nesse "microondas" falante é que, quando se tem TV a cabo, sempre tem programa bom. São 6 da matina? Novo Telecurso. A programação da manhã, eu não conheço direito. Gosto do Hoje em Dia. 2 da tarde? Estúdio i. 17 horas? Las Vegas. 18 horas? Medical Detectives (espécie de Linha Direta estrangeiro). 21 horas? Que tal ver a Malu e o Gustavo se pegando... Por volta de 1h30 da manhã? Programa do Jô (preferência se estiver com as meninas). 3 horas da manhã? Em cima da hora ou tantos outros.

Como conciliar sono e televisão quando os melhores programas terminam meia noite? No caso do CQC, eu tento dormir de tarde. Com o Profissão Repórter é difícil - aguentar o Toma Lá Dá Cá é tortura. E assistir no laptop não tem a mesma emoção! Ainda não perdi nenhum episódio de 1 contra 100. Hehehe. Já com Brasil's Next Top Model é só ver a reprise exibida pela própria Sony. O amável Jô Soares que eu assistia, em 2005, ficou para outra fase da minha vida. Dá licença por que, no momento, eu estou ocupadíssima. Vai começar a reprise do Fantástico.

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Vou deixar uma dica - que não tem nada a ver com o tema do texto acima - aqui.

quarta-feira, outubro 21, 2009

Ok?


Desculpem-me a imagem indiscreta, mas eu fico admirada como medidas simples podem trazer repercussões tão rápido. Sí, nosotros tenemos que ficar nos pés das pessoas para fazer com que as leis/regras sejam cumpridas. Foi fantástica a ideia de uma simples plaquinha.

quarta-feira, outubro 14, 2009

Eu, uma doida de pedra

A orientadora pedagógica da escola - que me acompanhou em 7 dos 13 anos que eu estou lá – já sugeriu 4 vezes à minha mãe, em períodos diferentes da minha vida, que eu frequentasse, regularmente, um psicólogo. Na boa, isso tudo deu em: dinheiro pelo ralo, conversas, perda de tempo e jogos. A primeira mulher, eu sequer lembro. Por volta dos meus 8 anos, eu ia à psicóloga antes da escola – estudava durante a tarde. Mamãe disse que ela existiu e era, basicamente, como com a segunda psicóloga: passava os 60 minutos jogando jogos de tabuleiro e conversando. Eu não tinha motivos para reclamar. A minha terceira psicóloga veio cerca de 2 anos depois, na 4 série. Num certo dia à noite (acho que quarta-feira), mamãe, papai, minha irmã e eu íamos à psicóloga. Conversávamos, conversávamos e conversávamos. A separação dos meus pais acabou virando tema das conversas muitas vezes. A mulher - cujo nome eu ainda me lembro - se chamava Elisa Motta (e volta à minha vida em 2008). Ela cismava que a separação tinha feito um estrago imenso na vida de minha irmã e na minha. Eu me sentia inconformada ao ver papai pagando os 200 reais após cada “consulta” e chegando tarde em casa. A partir da 5 série até o último ano do Ensino Fundamental, eu tive outra orientadora pedagógica. A nova orientadora nunca detectou nada diferente. Bastou eu chegar no Ensino Médio e a minha orientadora antiga voltar a ser a minha orientadora pedagógica de novo. Eu excluí da minha cabeça tudo que eu lembrava sobre ela - para evitar problemas e formar novas opiniões. Não deu muito certo. Na semana da informação profissional, a orientadora chamou a minha ex-psicóloga para dar uma palestra na escola. Achei super estranho e... se eu estivesse no Brasil, eu juro que teria ido! Depois, a mulher chamou os meus pais na escola e disse que eu não tenho amigos (sou um pouco individualista, mas tenho amigos, SIM) e que seria bom se eu voltasse pro psicólogo. Meus pais nada fizeram. Porém ligaram, um dia, para mulher pedindo a recomendação de um psicólogo para a minha irmã – que tinha arrumado uma tremenda confusão. Cris fez terapia em grupo durante um tempo. E odiava! Quando mamãe cogitou deixar minha irmã sair da terapia, o psicólogo da minha irmã logo ameaçou:
“Ela precisa de terapia. Senão ela vai ficar esquizofrênica e com problemas”.
Na época, a novela Caminho das Índias ainda não tinha começado. Vimos um show de interpretação do Bruno Gagliasso interpretando o Tarso que sofria da doença. E na boa? Isso rendeu boas gargalhadas da tentativa do psicólogo de continuar recebendo. Eu vou pensar uma, duas, três ou mais vezes antes de confiar em algum psicólogo.

segunda-feira, outubro 12, 2009

Respire fundo porque a vida continua



"[...] I just have to say that I'm so excited to be in Brazil. Because I look on the internet and there's this website FergieBR and I believe that it's written by brazilians. I think, unless I'm completely wrong and an idiot. And I have been called an idiot before, so it's not a big deal. It shows so much love to me. It just... It really touches my heart. People don't... Because I don't blog, because I don't talk on the internet, because, sometimes, I feel like I'll say too much, because I always say too much, anyways. I still read it, I read it all. And the love that I get from that really makes some of my days go a lot better. For some reason, the brazilians have given me so much love, and I don't know why, but I'm so thankful because of it. What's up, MTV Brazil? I just wanted to say hello, thank you so much for all your support. I go on the internet, I read what you write, I can't understand all of it. But just thank you so much, I can't wait to come back."

Ps: Eu fui em três shows da Fergie em 2008, um ano de ouro. Nenhum em 2009. Saudades absurdas...

sábado, outubro 03, 2009

A internet na vida real

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Facebook:

terça-feira, setembro 29, 2009

Sufocados pelos impostos

Arte: agcc

Não é novidade que o governo está tentando taxar as cadernetas de poupanças dos brasileiros com mais de R$50 mil em 22,5 % ao ano. Se o plano der certo, cerca de HUM BILHÃO de reais por ano será a quantia que o governo arrecadará. Os aposentados têm preferência pela poupança, afinal é o investimento mais seguro. Nessa etapa da vida não é recomendável arriscar as economias, já que, talvez, eles não tenham chance de reconquistar o dinheiro e passem por apertos. Ao ler o jornal O GLOBO de hoje, 29 de setembro, eu fiquei feliz com uma possível derrota agora que a base aliada uniu-se à oposição na pressão no governo para desistir da tal proposta.

A poupança rende quase nada, quem só viveu a era do Real – eu sou uma delas - não conhece a loucura que era a economia brasileira antes do plano. A poupança rendia mais, muito mais. Independentemente do rendimento, mamãe sempre me ensinou: dinheiro na carteira não dá filhotes. Eu nunca deixei as minhas semanadas acumularem, pedia correndo para mamãe depositar na poupança. Além dos filhotes, mamãe também me ensinou a pensar na poupança como uma medida emergencial para quando eu fosse maior. Se, hoje, eu sou uma pessoa econômica, diferentemente dos jovens da minha faixa etária, boa parte da minha educação financeira deve-se aos meus pais.


Como se não bastasse a quantidade de impostos embutidos nas mercadorias, o leão, aquele aumento inesquecível do IOF e CSLL sobre as instituições financeiras, no primeiro dia útil de 2008, para compensar a CPMF. Agora querem ressuscitar a CPMF com o nome de CSS. Poupe-me! Nós, cidadãos, não vemos o nosso dinheiro, ou seja, o dinheiro público indo para onde ele deveria. Por que o governo se sente no poder de tomar mais? Eu sou a única imbecil e ignorante que não gosta de ver o dinheiro suado indo para bolsos de preguiçosos ou contas no exterior?

Se as leis estão aí, é para segui-las. Por mais que eu discorde de uma lei, eu não tenho o direito de desobedecê-la ou ignorá-la. Mesmo que eu quisesse, a minha consciência e os meus valores não permitiriam. E é por isso que eu estou aqui lutando pelos meus interesses e evitando que essa estória passe em branco.
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Editado:
Ruth escreveu um excelente artigo sobre o tema. Leia aqui. Abs
19 out 2009

Nem de graça

Repórter: - Boa tarde. Eu sou repórter do JORNAL DO BRASIL. A gente está fazendo um guia de sebos do Rio de Janeiro. Eu posso te fazer umas perguntas?
Dono de sebo: - Claro. Eu já recebi visita do GLOBO, O DIA, EXTRA, mas nunca recebi do JORNAL DO BRASIL.
Repórter: - Hahahaha. O JORNAL DO BRASIL é atrasado mesmo.
Eu: - Afff. Que isso! Tudo tem uma primeira vez, né?!!


Uma repórter dessa nem de graça eu quero!

domingo, setembro 20, 2009

Abraçando soluções inviáveis e precipitadas

"[...] Ademais, a luta de FHC parece nova, mas, de fato, é muito velha. Já está ultrapassada. A realidade relativamente nova no continente sul-americano é a chegada ao poder de líderes populistas que estão se articulando com o narcotráfico e seus elos, transformando essa aliança numa espécie de Teoria e Prática da Remissão do Oprimido. Evo Morales, presidente da Bolívia, preferiu abrir mão de incentivos dos EUA para a agricultura e incentivar, pasmem!, a ampliação da área plantada de coca. E atenção: trata-se de um tipo particular da planta que serve basicamente para a fabricação de pasta de cocaína. Rafael Corrêa, presidente do Equador, está documentado, recebeu dinheiro das Farc. A Venezuela forneceu armamento para os narcoterrostistas da Colômbia. Os intermediários, também está documentado, foram dois generais venezuelanos, íntimos de Hugo Chávez, acusados de vínculo com o narcotráfico.

FHC escolheu a causa errada. A sua insistência no assunto só servirá à caricatura." Escreveu Reinaldo Azevedo, hoje, em seu blog. Abaixo a minha dissertação sobre a legalização ou não da maconha.

Está na hora?

Os resultados insatisfatórios com o combate às drogas fizeram com que a polêmica sobre a legalização das drogas voltasse à discussão. O debate envolve renomados nomes como Fernando Henrique Cardoso e Fernando Gabeira, mas será que legalizar é a solução?

Caso as drogas sejam legalizadas, o consumo, provavelmente, irá aumentar, já que as empresas responsáveis pela venda estimularão através de um marketing de incentivo ao consumo, o que influenciará, principalmente, as pessoas que já estavam tentadas.

Países que legalizaram, como a Holanda, tiveram o número de usuários de drogas aumentado radicalmente, o que a obrigou a dar um passo atrás quanto à legalização das drogas. E nos países em desenvolvimento, estágio no qual o Brasil se encontra, as condições de vida e o nível de educação são baixos, o que dificulta ainda mais a legalização.

Essa maneira de driblar as difíceis fiscalizações do tráfico poderá trazer consequências negativas, se o país não investir em certas áreas como educação e saúde. Por mais que intelectuais estejam abraçando soluções inviáveis e precipitadas, é necessário dar ouvidos à população e aos especialistas no assunto – grupo no qual a maioria é contra a legalização.

sábado, setembro 19, 2009

A saga continua


Última quarta-feira, 16 de setembro, matei a aula da tarde. Estava chateada com os meus amigos e não aguentava mais olhar para a cara deles. Estudei português. Joguei tênis. Tomei banho. Por volta de 20h15min, eu acesso o statcounter.com e descubro um novo visitante no Croquis. Não é difícil identificá-lo. Infoglobo Comunicações S.A., Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil, Internet Explorer 6.0., Windows 2003, 1024x768 às 16:31:54 e depois às 18:58:23. Percebo que tenho chances de estar entre os 12 escolhidos. Às 20h32min, o telefone – que estava ao meu lado – vibra. “Unknown number”. Não hesito. Atendo e sou convidada para a dinâmica de grupo da Megazine. A ligação dura 1min45seg. A Josy, editora-assistente, diz que enviará um e-mail com mais informações. Atualizo a página do Gmail a cada 5 minutos. Nada. Tenho vontade, mas não posso desligar o laptop. Resolvo enviar um e-mail à Josy. Logo depois, eu recebo o e-mail com as informações adicionais. Confirmo a presença por escrito e coloco a identidade original e o título de eleitor na mochila. Ligo para a minha amiga que eu estava brigada pedindo para cancelar a aula de espanhol. Ela concorda e me apóia. A ansiedade toma conta da minha cabeça e atrapalha o meu sono.


17 de setembro. No recreio, procuro a Marize (professora de língua) para pedir dicas. Entro mais uma vez na minha caixa de entrada do Gmail. Só 6 pessoas sabem do que está acontecendo e faço de tudo para nenhuma palavra escapulir. Ajo normalmente. Mamãe me pega na escola, rumo à redação. Temos mapa, nomes de ruas e um vago conhecimento. A música alta me dá ânimo e evita com que eu caia no sono. Não vimos placa alguma e passamos da rua do prédio do GLOBO. Retorno. Freia, muda a marcha, aperta o botão, tira a chave, fecha a porta. Abre a porta, pega documentos, fecha novamente. Andamos até o prédio vermelho. A mulher não entende quando eu explico da promoção. Ops! Prédio errado. Atravessamos a rua. Prédio 35. Confirmo a informação com o meu lembrete de celular. Ganho crachá e caminho diretamente para uma salinha pequena. Igor já está sentado sozinho. Conversamos. Lorena chega. Todos apreensivos. Mais e mais pessoas vão chegando. Mamãe fica do lado de fora com outras mães. Josy chega. Eu já conhecia o pessoal graças a uma foto no “Por dentro do globo”. Josy nos guia até a salinha, onde acontecerá a dinâmica. Antes, uma esbarrada no João Buracão, no elevador. William, repórter, Valquíria, editora, Josy, editora-assistente, e um cara (?) analisarão a performance de todos durante a dinâmica. O nervosismo aumenta. Fico sentado ao lado do William em uma das extremidades da mesa. Sou a última a me apresentar, porém sou a primeira a responder a primeira pergunta. Cada pessoa fará uma pergunta e todos responderão. Tudo flui tranquilamente. Clima descontraído e perguntas esperáveis. Dou discretas olhadas nas anotações do William. Na minha vez, eu pergunto: “Se você pudesse entrevistar alguém, quem seria? E por quê?” Os jornalistas riem. É a pergunta que a Josy costuma fazer em todas as dinâmicas. Percebo que a Josy anota o acontecimento em seu bloco. No final da dinâmica, a Valquíria pergunta: “Qual seria a sua sugestão de pauta?”. Eu já tinha pensado naquela pergunta. Fui a primeira a levantar o dedo e contei um pouco sobre o estágio social. Todos parecem interessados. O fotógrafo chega e aqueles que já responderam saem para tirar a foto individual. Trocamos e-mails e blogs. Eu sugiro um encontro na comunidade da Megazine no Orkut. Vejo mamãe eufórica me esperando. Damos carona para uma das concorrentes. E, finalmente, chego em casa, apesar de apenas 5 horas dormidas, estou agitada. A luta não pára.

18 de setembro. Dia de saber quem está dentro e quem está fora. Não desgrudo do celular. No recreio, corro para o computador. Nenhum e-mail. Nenhuma ligação. Chego em casa morrendo de sono. Mesmo assim, ligo o computador. Pra que tanta demora? Canso de enrolar e resolvo recuperar o sono perdido. Acordo na novela das 19. O e-mail chegou. Estou fora do conselho. Uma única pergunta toma conta da minha cabeça: “Quem será que entrou?” A Lorena, eu já tinha quase certeza. Imaginava que o Igor fosse escolhido e foi. Confiava no Lucas também. Não cheguei a cogitar a Anna Paula como membro do conselho e, sim, como uma menina imatura ali só para quebrar o gelo. Aliás, eu já tinha visitado o perfil da Anna antes de quinta graças ao #megazine. Só fui reconhecê-lo hoje, ao reler "fiz até twitter pra não estudar pra física.". Os escolhidos não foram os que eu esperava. Não quero fazer um pré-julgamento. Só quero e vou acompanhar os cinco meses desse conselho, depois eu comentarei.
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Editado (13 nov.): Ontem, eu recebi a visita da Anna Paula (conselheira) aqui. Diferentemente do que eu imaginava no dia da dinâmica, ela se mostrou uma menina esforçada com ótimas ideias, presente e seus textos têm sido de grande interesse. Não pretendo tocar mais nesse assunto, apesar da imagem geral do Conselho ser boa, quero zerar as possibilidades de futuros conflitos.

Só aqueles que plantaram colherão frutos

Mesmo tendo recebido a visita importante da Megazine na última quarta, eu não consigo me desfazer do meu passado exposto no começo do blog. É gostoso voltar ao passado com um clique e ver o quanto eu evoluí após adotar, por definitivo, o hábito de escrever. Os erros que eu fazia. A falta de vírgulas. Também tem aqueles vexame no Google como “aprocimar” e “seje” que eu não consigo deletar. Só de pensar que em 3 anos, eu evoluí tudo isso...faz com que eu queira ir além. Chegar na faculdade, finalmente, cursar o jornalismo. Deixar a biologia de lado. Pessoas maduras que levam as coisas a sério. Estar cada vez mais perto do meu sonho profissional. Não dá para ficar parada. Quando eu vejo algum lugar abrindo vagas, eu clico e me inscrevo. Promoções, como a da Megazine, eu também estou dentro. Eu me orgulho muito de estar sempre aberta para o aprendizado e fazendo esforço para aperfeiçoar os meus conhecimentos. E a visita ao GLOBO na quinta passada (17) foi um fruto disso. Ei, eu não desisto nunca!

"Oi filha linda meus parabens ,fiquei muito feliz pela sua iniciativa e atitude! Me orgulho muito de voce!!!!!!!De verdade,muitomesmo! Mil beijos e tamo muito! Pai todo prosa. Bjs."

"Fiquei emocinoada com sua resposta!! Mas triste tb pq torci mto e sei q vc adoraria poder estar entre os 6! mas é isso aí , lembrei da outra menina contando das vezes q não deu certo!! seria mta sorte conseguir logo de primeira!! te amo "

"Que legal Gabi, veja que mesmo sem ter entrado, por motivos técnicos, vc já é conceituada com eles, é só uma questáo de tempo. Parabéns, vc com 17 anos tendo toda essa iniciativa, correndo atras, e com a cabeça que tem, vai longe!! bjsss"

quarta-feira, setembro 16, 2009

A guerra contra as líderes

Quantas pessoas já reclamaram da revista Veja pra você? E da “manipuladora” emissora TV Globo? Criada em 1965, a Globo é a maior rede de televisão da América Latina. A Veja, fundada em 1968, é a revista de maior circulação do Brasil. Uma tem milhões de telespectadores; a outra de leitores. É de dar inveja, né? Não é à toa que elas atraem tantas críticas – muitas vezes, sem fundamento.
A última crítica que eu ouvi foi a mais patética. “Eu não gosto da (revista) Veja. Às vezes, eu dou uma olhada, mas todas as reportagens são horríveis.” O professor de filosofia – também formado em história – fala como se a revista fosse escrita por um único jornalista. Ou como se a Veja tivesse uma faculdade para ensinar a escrever de determinado jeito. E cá entre nós, fora os espaços para as opiniões e colunas – que compõem a minoria das revistas –, o restante costuma estar no mesmo nível de outras revistas, com pouquíssimas exceções. Por exemplo, eu não saberia identificar quem é o jornalista de Época, ISTOÉ ou Veja numa reportagem sobre as fortes chuvas da semana passada. Outra crítica era “a mídia coloca o Sarney como problema de tudo que acontece na política. Na capa da revista Veja desta semana tem o Tasso Jereissati dizendo...”. Eu tinha a revista na minha mochila e peguei. E adivinha? Não tinha nada disso na capa. O professor de história tinha confundido a líder com a revista Época. Ou seja, independentemente, a culpa é de Veja, a líder.
Já em relação à líder Rede Globo. A professora de biologia ficou raivosa porque eu avisei a turma que a Milena tinha vencido a prova de resistência. “Como que você, uma aluna tão culta, assiste a esse programa?” A professora está esperando até hoje que eu fique verde, com os olhos grandes e a cabeça achatada. E falar em Estados Unidos? Eles ficam pé-da-vida. Afinal, eles liberam muitos poluentes, têm péssimos hábitos alimentares, as suas celebridades estão longe de serem exemplos e são os únicos responsáveis pelas crises financeiras. Ah! Não vale esquecer o detalhe de que os Estados Unidos da América são o país de maior influência do mundo. Outro líder.
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Editado:
Guilherme Fiuza escreveu um excelente artigo sobre o tema. Leia aqui.

sexta-feira, setembro 04, 2009

Qual é o valor da verdade?

As crianças mentem dizendo que já fizeram os deveres de casa. Os adolescentes mentem dizendo que vão à casa do amigo. Os homens mentem dizendo que estavam no expediente. As mulheres mentem dizendo que gastaram pouco no shopping. Todos mentem. Por que os políticos não podem mentir? Por que o povo cobra de José Sarney (PMDB-MA), Artur Virgílio (PSDB-AM) e companhia aquilo que ele não consegue ser?


A palavrinha mágica “honestidade”, às vezes com variações: “ética”, “transparência”, sempre esteve presente em época de eleição. Aliás, esse foi um dos princípios que o PT defendia na década de 80 – quando foi fundado – e, depois, com Luiz Inácio Lula da Silva percorrendo o Brasil em busca de votos. Em 1992, a porção também foi usada pelo atual melhor amigo de Lula, Fernando Collor de Mello (PMDB-AL) – aquele que adora quando pronunciamos seu nome. Aqui no Rio, recordo-me da juíza Denise Frossard, que tomou proveito do feitiço em sua campanha para governadora, em 2004 e do Fernando Gabeira para prefeito, em 2008.

Quais argumentos você acha que os senadores e deputados usaram para alcançar o cargo? A população não imaginava que, futuramente, o Partido dos Trabalhadores estaria envolvido em um dos maiores escândalos da política brasileira, o Mensalão. Lula nomearia comparsas, apoiaria Sarney e veria todas as denúncias serem arquivadas pelo Conselho de Ética. A população nem sonhava que o caçador de marajás congelaria as poupanças e sairia de férias. E Denise seria uma das poucas a perder uma eleição, para o então governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), com o tal feitiço. Gabeira ficou longe de perder – ganhou mais prestígio do que o próprio poderia sonhar. Eles omitiram, mentiram, roubaram e, em 2010, vão lutar com os mesmos discursos para garantir quatro (deputados, governadores e presidente) ou oito (senadores) anos no poder. E daí?

O povo vai, no mínimo, continuar dando importância à verdade só na hora de votar. Esquece-se [de] que os políticos surgem da população. Caso nós nos preocupássemos mais com o valor da verdade como um todo, isso afetaria os homens de terno de Brasília. Basta assistir ao quadro Palavras cruzadas do CQC, em que a última pergunta é “Você mentiu em alguma das perguntas?” A minoria responde um “Não”. Cadê os pais dessas pessoas para dizer que “mentir é feio”? Cadê os professores – que têm que lecionar em quatro escolas para conseguir sustentar a família – na formação de nossas crianças? Parece que a mentira passou de um aspecto negativo para uma necessidade. Mais uma vez, a educação não foi eficaz. Tanto nas escolas públicas como nas privadas. Não dá mais para confiar em amigos que dizem “te pago amanhã” ou “te ligo mais tarde”. Ninguém dá importância às palavras e se estas estão sendo cumpridas ou não. Se não vais cumprir, por que falas? Todos estão virando políticos.

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Editado:
[de]> 13 de dezembro de 2010
demais 4 de abril de 2011

Promoção Megazine pela 2ª vez

Pela segunda vez, eu estou participando da promoção do GLOBO "Eu faço a Megazine". Na última vez, eu respondi sobre o que eu gosto de escrever e desta, eu respondi a pergunta "Quem é você na internet?". Depois de 10 dias do início, eu coloquei os 500 caracteres na tela. Eu cheguei a pensar em escrever que eu sou uma surfista, mulher-maravilha ou, simplesmente, eu mesma. Cheguei a conclusão que é hora de arriscar; fugir do padrão. Segue o texto abaixo e entre parênteses os comentários:

Eu sou uma pescadora. Eu estou sempre trabalhando para levar novidades fresquinhas (informação, leitura) aos meus fregueses (leitores). Fujo do padrão. Em vez de capturar os animais marinhos, a minha rede (ambiguidade: rede de computador e rede de pescador) garante a saciedade através da leitura. Eu nasci online. Faço jus ao fato e exponho de trabalhos escolares a notícias internacionais (um pouco do que eu faço e sua diversidade) em blog (Croquis) e site (FergieBR). Eu conheço esse mar (área, campo). Não há caixote (ninguém me derruba, fará com que eu desista) que me derrube. O azul sem limite (internet) ainda abrirá muitas portas (oportunidades) que trarão frutos (sucesso) do meu esforço.