terça-feira, setembro 29, 2009

Sufocados pelos impostos

Arte: agcc

Não é novidade que o governo está tentando taxar as cadernetas de poupanças dos brasileiros com mais de R$50 mil em 22,5 % ao ano. Se o plano der certo, cerca de HUM BILHÃO de reais por ano será a quantia que o governo arrecadará. Os aposentados têm preferência pela poupança, afinal é o investimento mais seguro. Nessa etapa da vida não é recomendável arriscar as economias, já que, talvez, eles não tenham chance de reconquistar o dinheiro e passem por apertos. Ao ler o jornal O GLOBO de hoje, 29 de setembro, eu fiquei feliz com uma possível derrota agora que a base aliada uniu-se à oposição na pressão no governo para desistir da tal proposta.

A poupança rende quase nada, quem só viveu a era do Real – eu sou uma delas - não conhece a loucura que era a economia brasileira antes do plano. A poupança rendia mais, muito mais. Independentemente do rendimento, mamãe sempre me ensinou: dinheiro na carteira não dá filhotes. Eu nunca deixei as minhas semanadas acumularem, pedia correndo para mamãe depositar na poupança. Além dos filhotes, mamãe também me ensinou a pensar na poupança como uma medida emergencial para quando eu fosse maior. Se, hoje, eu sou uma pessoa econômica, diferentemente dos jovens da minha faixa etária, boa parte da minha educação financeira deve-se aos meus pais.


Como se não bastasse a quantidade de impostos embutidos nas mercadorias, o leão, aquele aumento inesquecível do IOF e CSLL sobre as instituições financeiras, no primeiro dia útil de 2008, para compensar a CPMF. Agora querem ressuscitar a CPMF com o nome de CSS. Poupe-me! Nós, cidadãos, não vemos o nosso dinheiro, ou seja, o dinheiro público indo para onde ele deveria. Por que o governo se sente no poder de tomar mais? Eu sou a única imbecil e ignorante que não gosta de ver o dinheiro suado indo para bolsos de preguiçosos ou contas no exterior?

Se as leis estão aí, é para segui-las. Por mais que eu discorde de uma lei, eu não tenho o direito de desobedecê-la ou ignorá-la. Mesmo que eu quisesse, a minha consciência e os meus valores não permitiriam. E é por isso que eu estou aqui lutando pelos meus interesses e evitando que essa estória passe em branco.
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Editado:
Ruth escreveu um excelente artigo sobre o tema. Leia aqui. Abs
19 out 2009

Nem de graça

Repórter: - Boa tarde. Eu sou repórter do JORNAL DO BRASIL. A gente está fazendo um guia de sebos do Rio de Janeiro. Eu posso te fazer umas perguntas?
Dono de sebo: - Claro. Eu já recebi visita do GLOBO, O DIA, EXTRA, mas nunca recebi do JORNAL DO BRASIL.
Repórter: - Hahahaha. O JORNAL DO BRASIL é atrasado mesmo.
Eu: - Afff. Que isso! Tudo tem uma primeira vez, né?!!


Uma repórter dessa nem de graça eu quero!

domingo, setembro 20, 2009

Abraçando soluções inviáveis e precipitadas

"[...] Ademais, a luta de FHC parece nova, mas, de fato, é muito velha. Já está ultrapassada. A realidade relativamente nova no continente sul-americano é a chegada ao poder de líderes populistas que estão se articulando com o narcotráfico e seus elos, transformando essa aliança numa espécie de Teoria e Prática da Remissão do Oprimido. Evo Morales, presidente da Bolívia, preferiu abrir mão de incentivos dos EUA para a agricultura e incentivar, pasmem!, a ampliação da área plantada de coca. E atenção: trata-se de um tipo particular da planta que serve basicamente para a fabricação de pasta de cocaína. Rafael Corrêa, presidente do Equador, está documentado, recebeu dinheiro das Farc. A Venezuela forneceu armamento para os narcoterrostistas da Colômbia. Os intermediários, também está documentado, foram dois generais venezuelanos, íntimos de Hugo Chávez, acusados de vínculo com o narcotráfico.

FHC escolheu a causa errada. A sua insistência no assunto só servirá à caricatura." Escreveu Reinaldo Azevedo, hoje, em seu blog. Abaixo a minha dissertação sobre a legalização ou não da maconha.

Está na hora?

Os resultados insatisfatórios com o combate às drogas fizeram com que a polêmica sobre a legalização das drogas voltasse à discussão. O debate envolve renomados nomes como Fernando Henrique Cardoso e Fernando Gabeira, mas será que legalizar é a solução?

Caso as drogas sejam legalizadas, o consumo, provavelmente, irá aumentar, já que as empresas responsáveis pela venda estimularão através de um marketing de incentivo ao consumo, o que influenciará, principalmente, as pessoas que já estavam tentadas.

Países que legalizaram, como a Holanda, tiveram o número de usuários de drogas aumentado radicalmente, o que a obrigou a dar um passo atrás quanto à legalização das drogas. E nos países em desenvolvimento, estágio no qual o Brasil se encontra, as condições de vida e o nível de educação são baixos, o que dificulta ainda mais a legalização.

Essa maneira de driblar as difíceis fiscalizações do tráfico poderá trazer consequências negativas, se o país não investir em certas áreas como educação e saúde. Por mais que intelectuais estejam abraçando soluções inviáveis e precipitadas, é necessário dar ouvidos à população e aos especialistas no assunto – grupo no qual a maioria é contra a legalização.

sábado, setembro 19, 2009

A saga continua


Última quarta-feira, 16 de setembro, matei a aula da tarde. Estava chateada com os meus amigos e não aguentava mais olhar para a cara deles. Estudei português. Joguei tênis. Tomei banho. Por volta de 20h15min, eu acesso o statcounter.com e descubro um novo visitante no Croquis. Não é difícil identificá-lo. Infoglobo Comunicações S.A., Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil, Internet Explorer 6.0., Windows 2003, 1024x768 às 16:31:54 e depois às 18:58:23. Percebo que tenho chances de estar entre os 12 escolhidos. Às 20h32min, o telefone – que estava ao meu lado – vibra. “Unknown number”. Não hesito. Atendo e sou convidada para a dinâmica de grupo da Megazine. A ligação dura 1min45seg. A Josy, editora-assistente, diz que enviará um e-mail com mais informações. Atualizo a página do Gmail a cada 5 minutos. Nada. Tenho vontade, mas não posso desligar o laptop. Resolvo enviar um e-mail à Josy. Logo depois, eu recebo o e-mail com as informações adicionais. Confirmo a presença por escrito e coloco a identidade original e o título de eleitor na mochila. Ligo para a minha amiga que eu estava brigada pedindo para cancelar a aula de espanhol. Ela concorda e me apóia. A ansiedade toma conta da minha cabeça e atrapalha o meu sono.


17 de setembro. No recreio, procuro a Marize (professora de língua) para pedir dicas. Entro mais uma vez na minha caixa de entrada do Gmail. Só 6 pessoas sabem do que está acontecendo e faço de tudo para nenhuma palavra escapulir. Ajo normalmente. Mamãe me pega na escola, rumo à redação. Temos mapa, nomes de ruas e um vago conhecimento. A música alta me dá ânimo e evita com que eu caia no sono. Não vimos placa alguma e passamos da rua do prédio do GLOBO. Retorno. Freia, muda a marcha, aperta o botão, tira a chave, fecha a porta. Abre a porta, pega documentos, fecha novamente. Andamos até o prédio vermelho. A mulher não entende quando eu explico da promoção. Ops! Prédio errado. Atravessamos a rua. Prédio 35. Confirmo a informação com o meu lembrete de celular. Ganho crachá e caminho diretamente para uma salinha pequena. Igor já está sentado sozinho. Conversamos. Lorena chega. Todos apreensivos. Mais e mais pessoas vão chegando. Mamãe fica do lado de fora com outras mães. Josy chega. Eu já conhecia o pessoal graças a uma foto no “Por dentro do globo”. Josy nos guia até a salinha, onde acontecerá a dinâmica. Antes, uma esbarrada no João Buracão, no elevador. William, repórter, Valquíria, editora, Josy, editora-assistente, e um cara (?) analisarão a performance de todos durante a dinâmica. O nervosismo aumenta. Fico sentado ao lado do William em uma das extremidades da mesa. Sou a última a me apresentar, porém sou a primeira a responder a primeira pergunta. Cada pessoa fará uma pergunta e todos responderão. Tudo flui tranquilamente. Clima descontraído e perguntas esperáveis. Dou discretas olhadas nas anotações do William. Na minha vez, eu pergunto: “Se você pudesse entrevistar alguém, quem seria? E por quê?” Os jornalistas riem. É a pergunta que a Josy costuma fazer em todas as dinâmicas. Percebo que a Josy anota o acontecimento em seu bloco. No final da dinâmica, a Valquíria pergunta: “Qual seria a sua sugestão de pauta?”. Eu já tinha pensado naquela pergunta. Fui a primeira a levantar o dedo e contei um pouco sobre o estágio social. Todos parecem interessados. O fotógrafo chega e aqueles que já responderam saem para tirar a foto individual. Trocamos e-mails e blogs. Eu sugiro um encontro na comunidade da Megazine no Orkut. Vejo mamãe eufórica me esperando. Damos carona para uma das concorrentes. E, finalmente, chego em casa, apesar de apenas 5 horas dormidas, estou agitada. A luta não pára.

18 de setembro. Dia de saber quem está dentro e quem está fora. Não desgrudo do celular. No recreio, corro para o computador. Nenhum e-mail. Nenhuma ligação. Chego em casa morrendo de sono. Mesmo assim, ligo o computador. Pra que tanta demora? Canso de enrolar e resolvo recuperar o sono perdido. Acordo na novela das 19. O e-mail chegou. Estou fora do conselho. Uma única pergunta toma conta da minha cabeça: “Quem será que entrou?” A Lorena, eu já tinha quase certeza. Imaginava que o Igor fosse escolhido e foi. Confiava no Lucas também. Não cheguei a cogitar a Anna Paula como membro do conselho e, sim, como uma menina imatura ali só para quebrar o gelo. Aliás, eu já tinha visitado o perfil da Anna antes de quinta graças ao #megazine. Só fui reconhecê-lo hoje, ao reler "fiz até twitter pra não estudar pra física.". Os escolhidos não foram os que eu esperava. Não quero fazer um pré-julgamento. Só quero e vou acompanhar os cinco meses desse conselho, depois eu comentarei.
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Editado (13 nov.): Ontem, eu recebi a visita da Anna Paula (conselheira) aqui. Diferentemente do que eu imaginava no dia da dinâmica, ela se mostrou uma menina esforçada com ótimas ideias, presente e seus textos têm sido de grande interesse. Não pretendo tocar mais nesse assunto, apesar da imagem geral do Conselho ser boa, quero zerar as possibilidades de futuros conflitos.

Só aqueles que plantaram colherão frutos

Mesmo tendo recebido a visita importante da Megazine na última quarta, eu não consigo me desfazer do meu passado exposto no começo do blog. É gostoso voltar ao passado com um clique e ver o quanto eu evoluí após adotar, por definitivo, o hábito de escrever. Os erros que eu fazia. A falta de vírgulas. Também tem aqueles vexame no Google como “aprocimar” e “seje” que eu não consigo deletar. Só de pensar que em 3 anos, eu evoluí tudo isso...faz com que eu queira ir além. Chegar na faculdade, finalmente, cursar o jornalismo. Deixar a biologia de lado. Pessoas maduras que levam as coisas a sério. Estar cada vez mais perto do meu sonho profissional. Não dá para ficar parada. Quando eu vejo algum lugar abrindo vagas, eu clico e me inscrevo. Promoções, como a da Megazine, eu também estou dentro. Eu me orgulho muito de estar sempre aberta para o aprendizado e fazendo esforço para aperfeiçoar os meus conhecimentos. E a visita ao GLOBO na quinta passada (17) foi um fruto disso. Ei, eu não desisto nunca!

"Oi filha linda meus parabens ,fiquei muito feliz pela sua iniciativa e atitude! Me orgulho muito de voce!!!!!!!De verdade,muitomesmo! Mil beijos e tamo muito! Pai todo prosa. Bjs."

"Fiquei emocinoada com sua resposta!! Mas triste tb pq torci mto e sei q vc adoraria poder estar entre os 6! mas é isso aí , lembrei da outra menina contando das vezes q não deu certo!! seria mta sorte conseguir logo de primeira!! te amo "

"Que legal Gabi, veja que mesmo sem ter entrado, por motivos técnicos, vc já é conceituada com eles, é só uma questáo de tempo. Parabéns, vc com 17 anos tendo toda essa iniciativa, correndo atras, e com a cabeça que tem, vai longe!! bjsss"

quarta-feira, setembro 16, 2009

A guerra contra as líderes

Quantas pessoas já reclamaram da revista Veja pra você? E da “manipuladora” emissora TV Globo? Criada em 1965, a Globo é a maior rede de televisão da América Latina. A Veja, fundada em 1968, é a revista de maior circulação do Brasil. Uma tem milhões de telespectadores; a outra de leitores. É de dar inveja, né? Não é à toa que elas atraem tantas críticas – muitas vezes, sem fundamento.
A última crítica que eu ouvi foi a mais patética. “Eu não gosto da (revista) Veja. Às vezes, eu dou uma olhada, mas todas as reportagens são horríveis.” O professor de filosofia – também formado em história – fala como se a revista fosse escrita por um único jornalista. Ou como se a Veja tivesse uma faculdade para ensinar a escrever de determinado jeito. E cá entre nós, fora os espaços para as opiniões e colunas – que compõem a minoria das revistas –, o restante costuma estar no mesmo nível de outras revistas, com pouquíssimas exceções. Por exemplo, eu não saberia identificar quem é o jornalista de Época, ISTOÉ ou Veja numa reportagem sobre as fortes chuvas da semana passada. Outra crítica era “a mídia coloca o Sarney como problema de tudo que acontece na política. Na capa da revista Veja desta semana tem o Tasso Jereissati dizendo...”. Eu tinha a revista na minha mochila e peguei. E adivinha? Não tinha nada disso na capa. O professor de história tinha confundido a líder com a revista Época. Ou seja, independentemente, a culpa é de Veja, a líder.
Já em relação à líder Rede Globo. A professora de biologia ficou raivosa porque eu avisei a turma que a Milena tinha vencido a prova de resistência. “Como que você, uma aluna tão culta, assiste a esse programa?” A professora está esperando até hoje que eu fique verde, com os olhos grandes e a cabeça achatada. E falar em Estados Unidos? Eles ficam pé-da-vida. Afinal, eles liberam muitos poluentes, têm péssimos hábitos alimentares, as suas celebridades estão longe de serem exemplos e são os únicos responsáveis pelas crises financeiras. Ah! Não vale esquecer o detalhe de que os Estados Unidos da América são o país de maior influência do mundo. Outro líder.
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Editado:
Guilherme Fiuza escreveu um excelente artigo sobre o tema. Leia aqui.

sexta-feira, setembro 04, 2009

Qual é o valor da verdade?

As crianças mentem dizendo que já fizeram os deveres de casa. Os adolescentes mentem dizendo que vão à casa do amigo. Os homens mentem dizendo que estavam no expediente. As mulheres mentem dizendo que gastaram pouco no shopping. Todos mentem. Por que os políticos não podem mentir? Por que o povo cobra de José Sarney (PMDB-MA), Artur Virgílio (PSDB-AM) e companhia aquilo que ele não consegue ser?


A palavrinha mágica “honestidade”, às vezes com variações: “ética”, “transparência”, sempre esteve presente em época de eleição. Aliás, esse foi um dos princípios que o PT defendia na década de 80 – quando foi fundado – e, depois, com Luiz Inácio Lula da Silva percorrendo o Brasil em busca de votos. Em 1992, a porção também foi usada pelo atual melhor amigo de Lula, Fernando Collor de Mello (PMDB-AL) – aquele que adora quando pronunciamos seu nome. Aqui no Rio, recordo-me da juíza Denise Frossard, que tomou proveito do feitiço em sua campanha para governadora, em 2004 e do Fernando Gabeira para prefeito, em 2008.

Quais argumentos você acha que os senadores e deputados usaram para alcançar o cargo? A população não imaginava que, futuramente, o Partido dos Trabalhadores estaria envolvido em um dos maiores escândalos da política brasileira, o Mensalão. Lula nomearia comparsas, apoiaria Sarney e veria todas as denúncias serem arquivadas pelo Conselho de Ética. A população nem sonhava que o caçador de marajás congelaria as poupanças e sairia de férias. E Denise seria uma das poucas a perder uma eleição, para o então governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), com o tal feitiço. Gabeira ficou longe de perder – ganhou mais prestígio do que o próprio poderia sonhar. Eles omitiram, mentiram, roubaram e, em 2010, vão lutar com os mesmos discursos para garantir quatro (deputados, governadores e presidente) ou oito (senadores) anos no poder. E daí?

O povo vai, no mínimo, continuar dando importância à verdade só na hora de votar. Esquece-se [de] que os políticos surgem da população. Caso nós nos preocupássemos mais com o valor da verdade como um todo, isso afetaria os homens de terno de Brasília. Basta assistir ao quadro Palavras cruzadas do CQC, em que a última pergunta é “Você mentiu em alguma das perguntas?” A minoria responde um “Não”. Cadê os pais dessas pessoas para dizer que “mentir é feio”? Cadê os professores – que têm que lecionar em quatro escolas para conseguir sustentar a família – na formação de nossas crianças? Parece que a mentira passou de um aspecto negativo para uma necessidade. Mais uma vez, a educação não foi eficaz. Tanto nas escolas públicas como nas privadas. Não dá mais para confiar em amigos que dizem “te pago amanhã” ou “te ligo mais tarde”. Ninguém dá importância às palavras e se estas estão sendo cumpridas ou não. Se não vais cumprir, por que falas? Todos estão virando políticos.

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Editado:
[de]> 13 de dezembro de 2010
demais 4 de abril de 2011

Promoção Megazine pela 2ª vez

Pela segunda vez, eu estou participando da promoção do GLOBO "Eu faço a Megazine". Na última vez, eu respondi sobre o que eu gosto de escrever e desta, eu respondi a pergunta "Quem é você na internet?". Depois de 10 dias do início, eu coloquei os 500 caracteres na tela. Eu cheguei a pensar em escrever que eu sou uma surfista, mulher-maravilha ou, simplesmente, eu mesma. Cheguei a conclusão que é hora de arriscar; fugir do padrão. Segue o texto abaixo e entre parênteses os comentários:

Eu sou uma pescadora. Eu estou sempre trabalhando para levar novidades fresquinhas (informação, leitura) aos meus fregueses (leitores). Fujo do padrão. Em vez de capturar os animais marinhos, a minha rede (ambiguidade: rede de computador e rede de pescador) garante a saciedade através da leitura. Eu nasci online. Faço jus ao fato e exponho de trabalhos escolares a notícias internacionais (um pouco do que eu faço e sua diversidade) em blog (Croquis) e site (FergieBR). Eu conheço esse mar (área, campo). Não há caixote (ninguém me derruba, fará com que eu desista) que me derrube. O azul sem limite (internet) ainda abrirá muitas portas (oportunidades) que trarão frutos (sucesso) do meu esforço.

terça-feira, agosto 25, 2009

Poeminha

Juventude



Mais uma segunda-feira,
Aula até uma e meia,
Adolescentes querendo impressionar,
Dizendo que adoram entornar,


Se você vir,
Todos só querem se exibir,
Faça bem ou mal,
Contanto que seja o tal,


Carregados de álcool,
Para serem cool,
Não veem o risco,
De virarem um bebum,


Beber até perder o chão,
Experimentar o que chegar a mão,
Quer um, irmão?
Não faz mal, não.


Valores desvirtuados,
Dá uma olhada,
Até o presidente está entre os embriagados,
Entramos numa furada.

sábado, agosto 22, 2009

A combinação saudável

Eu estava lendo sobre os vestibulares, Enem, horário de vestibulandos e acabei encontrado isso. Não perdi tempo e fiz a minha redação sobre o toque de recolher como se hoje fosse o grande dia. Apesar de não ter gostado muito... Ps: as duas redações prometidas ainda não foram recebidas.


A combinação saudável


Uma medida tomada, inicialmente, no interior do Brasil coloca em questão a proibição da circulação de menores à noite. Após a atenção dada pelos meios de comunicação ao caso, outras cidades adotaram a liminar, conhecida como toque de recolher.

O toque de recolher é uma forma radical para diminuir o número de jovens no mundo da criminalidade. O Estado “invade” a privacidade do indivíduo da sociedade e o obriga a permanecer em sua residência naquele período do dia.

Basta observar as últimas estatísticas de países, como a Coreia do Sul, para perceber que a carência do Brasil é de investimentos em educação. Para que essa medida tenha reflexos positivos será necessário mais do que uma rígida fiscalização nas ruas.

O governo deveria aumentar seus investimentos em educação, o que trará, em médio prazo, uma redução no número de jovens envolvidos com armas e drogas. Certa atenção também deve ser dada ao toque de recolher que poderá ajudar na melhora desses índices.

sexta-feira, agosto 14, 2009

Redações em breve

Ontem, eu pude ver a minha nota na redação sobre a "ditadura da magreza" que eu fiz no final do primeiro semestre. Terça-feira, eu fiz uma redação em alemão sobre alimentação - frisando mais no uso do sal de cozinha pela sociedade. Por enquanto, eu não tenho nenhuma aqui. Prometo que postarei as duas aqui em breve.
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Está disponível, aqui ao lado, um gadget, onde eu selecionei alguns sites que eu considero essenciais para a minha leitura quotidiana. Claro que eu acesso muitos mais sites do que esses aí... mas como muitos já são óbvios (Noblat, Lúcia Hippolito, Miriam Leitão, Marcelo Tas, Patrícia Kogut, Guilherme Fiuza, Paulo Moreira Leite, Ancelmo Gois, O Globo online, Globo.com, vários blogs do Globo, Lauro Jardim e outros que eu esqueci), eu resolvi adicionar uns desconhecidos -blog da Ana Paula e página ofical da Fergie -, outros com uma importância IMENSA pra mim - Nossa Antena, FergieBR e Page Not Found - e outros que quase ocupam a posição anterior.

sexta-feira, agosto 07, 2009

A Yvone é a nova Laura

Quem já assistiu a atual novela das 21 horas, Caminho das Índias, sabe do que eu estou falando. A personagem Yvone, interpretada pela Letícia Sabatella, deu um golpe no Raul (Alexandre Borges) no começo da novela e agora arma contra o Ramiro (Humberto Martins). Uma das vilãs mais lembradas até hoje é a Laura Prudente da Costa, vulgo cachorra. Embora Laura não fosse sofisticada como Yvone e movida a inveja, a personagem de Cláudia Abreu toma boa parte da fortuna de sua rival, Maria Clara Diniz (Malu Mader) assim como o golpe de Yvone. Desde que comecei a aprestar atenção na novela, eu percebi a semelhaça entre as duas. Após a cena de ontem em que a mulher de Ramiro, Melissa, acerta as contas com Yvone, não me resta dúvidas que a Glória Perez, autora da trama, baseou-se - mesmo que pouco - na vilã de Celebridade. O que apesar de ser repetido, me agradou já que estava com saudades. O Vale a pena ver de novo não reprisa Celebridade, então eu ficarei assistindo a encarnação de Laura e suas insinuações.

quarta-feira, julho 22, 2009

Bloco de papel e caneta na mão

Eu decidi seguir uma das dicas dos nutricionistas mais conhecidas: anotar tudo o que você come. Essa decisão - assim como a de parar de anotar - foi tomada no dia 28 de Abril deste ano. A minha alimentação não é das melhoras, mas fica longe das dietas dos participantes dos programas “Você é o que você come” ou “Magros versus Obesos” ambos da inglesa Gillian McKeith. Naquela terça-feira, eu me preocupei em comer alimentos leves, no caso: frutas, carnes magras e barras de cereal. Ao fazer as contas no fim do dia, eu fiquei impressionada. Bebi 1 litro do suco de morango de soja, cuja embalagem deixa claro que cada 200 ml tem 100 kcal. 100 x 5 = 500 kcal ou 25% do Valor Diário de kcal de uma dieta baseada numa alimentação de 2.000kcal. Chocante perceber que o inimigo estava camuflado ao meu lado e eu precisei desse drama todo para perceber.

O perfil dos jornalistas






Aos 14 anos, eu percebi que seguiria a carreira de jornalista. Mas afinal que tipo de pessoa os jornalistas são? Uma das perguntas mais persistentes, já que um dia eu serei um deles. Eu terei a mesma rotina que eles têm e provavelmente terei um perfil similar ao deles – já que eu conviverei boa parte dos meus dias com eles. Assim como os políticos e os advogados, a maioria dos jornalistas não é bem vista pela sociedade. Um exemplo de responsável por essa imagem é o Perez Hilton - uma pessoa que eu não gostaria de ser, conhecer ou aturar. Hilton é um blogueiro – mas também podemos chamá-lo de repórter independente, já que só há uma diferença: o lugar da onde o dinheiro vem. Se fosse só isso, não teria problema...
M. A. Lavandeira Jr. conquistou a fama julgando as celebridades sem sequer conhecê-las sendo muitas vezes desrespeitoso, preocupando-se somente com o seu umbigo.

Num certo domingo em que eu assistia uma competição de salto de cavalo, cerca de três casais barulhentos estavam reunidos perto das cadeiras em que eu e minha avó estávamos sentadas. Era indispensável observar os casais. Eram mal educados, feios, falavam alto, bebiam muito, enquanto as pessoas ao redor tentavam aprestar atenção nos saltos. Para você ter uma noção: foi necessário que a juíza pedisse no microfone para que o grupo se acalmasse. A única pergunta que não saía da minha cabeça era: o que será que essas pessoas fazem da vida? Pareciam classe média, logo comecei a achar que eles eram jornalistas. Aquela hipótese começou a me atormentar. De repente uma das mulheres, já alterada, pergunta ao marido:

“Mas você não é jornalista? repórter? sei lá o que”


Naquele momento, eu desabei. Por mais que aquele fosse um momento de descontração é inevitável pensar que eu teria que encontrar com aquele tipo de pessoa na redação ou até que eu poderia me tornar uma deles!
Uma experiência mais recente e menos apavorante aconteceu numa palestra na escola. O ex-aluno da EAC formado em jornalismo era mal educado (celular tocou duas vezes e mesmo assim ficou mexendo no celular), não conseguia se expressar verbalmente direito (gaguejava e outros) e o mais importante: ELE TRABALHA NA EMPRESA QUE EU SONHO EM TRABALHAR. Já foi dito acima que os advogados também têm a sua imagem prejudicada, diferentemente do jornalista, o ex-aluno advogado – também formado em engenharia mecânica, era boa pinta, falava muito bem (cômico e espontâneo), apesar de ter até se levantado para falar, não o considerei educado por ter extrapolado no tempo. Por mais que eu tenha esbarrado em jornalistas, cujos perfis não me agradam, prefiro pensar que eles são minoria. De qualquer forma já conheço um lugar onde não há esse tipo de gente e lá eu sei que estarei salva.

sábado, julho 11, 2009

80% do texto é mentira

Eu gosto e procuro ser diferente. A redação de inglês abaixo é um exemplo disso. Enquanto a maioria da turma escreveu sobre a celebração do Natal, eu fui a única que escrevi sobre a comemoração do dia da independência norte-americana. Clique nas imagens abaixo para lê-la.


domingo, julho 05, 2009

Google Chrome

Data
Hora
De
Para
Mensagem

10/03/2009
20:13:08
EAC- Inside
girl
Deve ser o Google Chrome
10/03/2009
20:13:24
girl
EAC- Inside
muuuuito estranho.
10/03/2009
20:14:26
girl
EAC- Inside
muito estranho mesmo. o que a pagina diz/
10/03/2009
20:14:56
EAC- Inside
girl
Erro de página. Diz que não existe ou eu digitei errado.

Será que esse tal de Chrome é bom? Quantas pessoas o usam?

De carne e osso à tela do computador

Foto: Fabio Rossi – O Globo



Ainda lembro bem do dia que um dos vários ministros anunciou que o Governo Federal iria cobrir todas as cidades brasileiras com internet de alta velocidade num prazo menor do que três anos, ou seja, até 2010 - fim do mandato do Lula. Com exceção da repercussão da medida sobre os ativos da Telebrás na Bolsa de Valores, eu nunca mais encontrei informações sobre o projeto de três bilhões de reais. Eis que na última sexta-feira de Junho, 26, surge uma notícia:
“Internet grátis e sem fio chega a Ipanema e Leblon”.
Outros bairros e alguns municípios também estão no plano do projeto, segundo a reportagem do G1. Parece que é um projeto dentro de outro projeto; porque no projeto estadual serão xis, ipiçilon e dablio cidades e no projeto federal serão TODAS as cidades do Brasil. Ou aqueles bilhões já caíram no esquecimento? Apesar da lentidão política é possível afirmar que o número de internautas é crescente e que o acesso à internet reflete no comportamento da sociedade.

Uma pesquisa recente, divulgada pelo Ministério da Saúde, indica que 7,3% dos brasileiros já tiveram relações sexuais com parceiro conhecido via internet. A estatística é preocupante; as pessoas estão trocando as boates e os amigos por salas de bate-papo e redes de amigos. Só hoje, eu li no Yahoo Respostas o mesmo tipo pergunta feita por três pessoas diferentes:
“Conheci um rapaz pela net e ele quer se encontrar comigo! O que eu faço?”
A televisão é outra que está sempre mostrando casais que se apaixonaram pela internet, se encontraram, casaram e estão felizes até hoje. Uma espécie de conto de fadas para qualquer solteirona à beira dos 30.

Infelizmente, o desespero junto a preguiça de sair da zona de conforto faz as pessoas esquecerem a realidade. E que o engenheiro moreno de 1,8m das conversas pode ser um aposentado de careca brilhante. O que seria um alívio quando comparado a um seqüestro planejado pelo seu ex-paquerador. Mesmo acontecendo todas essas barbaridades, certos internautas insistem no negócio, então restam os conselhos: avisar uma amiga, encontrá-lo num estabelecimento movimentado, levar celular e outros.

Além dos encontros, os pedidos de desculpa e as DRs (discussões da relação) também deixaram o “ao vivo” e tornaram-se “virtuais”. Não tem mais aquela história de chegar para a pessoa, pedir desculpa, se chamar de idiota, dar um abraço e voltar a serem amigos. Ou dizer ao parceiro o que lhe incomoda. Agora é tudo tecnológico. Brigou com a amiga? Poupe emoções! Mande um depoimento que estará tudo resolvido. Brigou com a namorada? Nada de encontrá-la para discutir a relação. Mande um e-mail que ela responde. A tecnologia está aí para facilitar a vida, mesmo. Mas há exageros e esses são um deles. Não há nada melhor do que falar a verdade na cara das pessoas. Chorar, se abraçar, rir, começar do zero com a pessoa amada. Em processos como esses, a internet por ser um meio, que comunica principalmente através da escrita, atrapalha e o pior, não deixa você ver as reações do outro. Sou a favor do mundo inteiro conectado pela internet, mas não do abusivo desta.

segunda-feira, junho 29, 2009

Os melhores de 2009

Segue abaixo os melhores textos de 2009 já publicados neste blog.

1. Quantos lenços enxugam lágrimas de um coração partido? - Janeiro 03, 2009

2. Rede de conexão by iNETficaz - Janeiro 09, 2009

3. Tentações dos Domingos - Janeiro 11, 2009

4. A mais exaustiva rotina - Janeiro 27, 2009

5. Quando você sente a mordida no seu bolso - Janeiro 28, 2009

6. O sonho impermeável - Janeiro 31, 2009

7. A vizinhança mal-assombrada - Fevereiro 11, 2009

8. Chefão muda grade novamente - Março 03, 2009

9. Nada impermeável - Março 07, 2009

10. "I wanted a change, and I'm not scared of change at all." -Fergie - Março 27, 2009

11. Proporcional ou NÃO? - Abril 01, 2009

12. A derrapada de Falabella - Abril 27, 2009

13. A volta daqueles que já foram - Maio 06, 2009

14. A inútil aula de alemão - Maio 30, 2009

15. Quantos quilos terá Paes em 2012? - Maio 31, 2009

16. No papel, na tela, onde você quiser estar - Junho 12, 2009

17. Tendência: o uso abusivo da tecnologia - Junho 24, 2009

quarta-feira, junho 24, 2009

Tendência: o uso abusivo da tecnologia

"É certo que, nos dias atuais, se torna cada vez mais difícil fazer história, pois o texto elaborado e a anotação cuidada são desmerecidos. A palavra escrita vai perdendo espaço e força em favor do rádio e da televisão, que exprimem, mas não imprimem, que difundem mais não gravam, que emitem o som ou a imagem, porém não fazem constância, não produzem memória. Em suma, não se pode fazer história sem papel, sem documento, sem jornal, sem livro."
Armando Falcão, ex-ministro, em trecho de Geisel do tenente ao presidente


Eu não tenho problema em jogar as coisas fora. Porém no meu quarto, eu tenho um armário onde eu guardo todas as revistas, os jornais, os trabalhos escolares que levaram alguma influência à minha vida. Eu os guardo com o intuito de rever mais tarde e mostrar aos meus filhos e netos.
"Esse jornal foi publicado na crise de 2008. Esta revista aqui eu acompanhei de pertinho no meu primeiro estágio. Já esta foi a minha primeira aparição na mídia."
Será que sou só eu? Ou as famílias tradicionais só guardam álbuns de fotos? Quando perguntei à minha avó sobre alguma reportagem que tenha a impactado a ponto dela guardá-la, ela diz que com a mudança livrou-se das antiguarias. Aproveitando a oportunidade, faço a mesma pergunta para o namorado de minha avó. As páginas do caderno de esporte do jornal, em que este havia aparecido, já haviam sido jogadas fora. Duas tentativas e eu continuava na estaca zero. Eu ainda não tinha perguntado ao meu tradicional parceiro de conversas, quando depois de uma faxina nos livros, mamãe encontra um álbum acima das minha expectativas. Não me refiro a fotos coladas em folhas de papel e sim, ao álbum dos presidentes publicado pelo JB no centenário da República, mais especificamente em 15 de Novembro de 1989. Não é lá tão velho, mas traz reportagens antigas publicadas desde a fundação do Jornal do Brasil a resumos dos governos de Deodoro a Sarney. Eu não poderia estar mais feliz; conteúdo político, sobre a atual matéria de história e o melhor: recheado de reportagens! As pessoas nos surpreendem, por mais que eu não tenha comentado que eu procurava algo importante que tenha acontecido do passado com a minha mãe, esta me pergunta:
"Isso aqui é de política. Interessa? Ou posso jogar fora?"

Esses acontecimentos nos fazem refletir a importância da mídia impressa. Assim como Falcão disse o rádio e a televisão não fazem constância, não produzem memória. Por mais que nós conseguimos nos informar através da internet, televisão ou rádio; isso não é suficiente, pois a informação logo cairá no esquecimento. E no futuro quando você quiser lembrar de algum momento ou até mesmo quando for perguntada pelos seus netos, você quase não terá lembranças e muito menos fatos concretos como prova dos acontecimentos.

sexta-feira, junho 12, 2009

No papel, na tela, onde você quiser estar

Assim como a política, o jornalismo também esteve presente na minha vida desde cedo. Na época em que os meus pais eram casados, nós seguíamos uma rotina à noite. Após o jantar em família, nós íamos diretamente para o escritório. O escritório – hoje em dia abandonado – era conhecido por ter canal a cabo e a maior televisão da casa. Lá mamãe e papai assistiam o Jornal Nacional, enquanto eu e minha irmã, 7 e 5 anos respectivamente, esperávamos o término para poder assistir os desenhos do Cartoon Network. Eu ainda não demonstrava interesse pelo jornalismo.

A minha recordação antiga mais relevante é de 2003. Quando eu cursava a 4ª série e a professora de português, Marília, abriu um espaço de suas aulas para quem quisesse trazer reportagens e apresentá-las. Os meus pais já eram separados e a minha mãe não sequer assinava um jornal ou revista. Ao contar a novidade em casa, a minha avó materna logo se ofereceu a doar o Jornal do Brasil assim que lido por ela. A partir daquele momento não sobrou espaço vazio no mural na minha turma. Aqueles jornais velhos já faziam parte da minha rotina; eu lia, escolhia a reportagem, levava para a escola e informava a turma. Além de ter gostado do contato com o jornal, eu tinha um interesse maior por trás daquilo tudo: melhorar a minha nota complementar. Em 2003, eu tive um dos piores rendimentos da minha vida acadêmica. Outra maneira que eu investi para melhorar a minha nota complementar foi: alugar vários livros da biblioteca de sala. Eu nunca me interessei por livros. Essa é uma frase dificilmente dita por jornalistas ou qualquer um que atue no campo de comunicação. Mas ainda tenho esperanças que um dia poderei mergulhar em um mar de livros. Então eu arrumei um modo de burlar a biblioteca da sala, já que eu seria obrigada a ler X livros por mês e a minha nota complementar não era das melhores. Toda semana, eu alugava cerca de 3 livros e às vezes no mesmo dia, eu os devolvia. Eu simplesmente não os lia e no campo da resenha da folha – que deveria ser preenchida sobre o livro –, eu copiava o texto que aparece atrás do livro. Dessa forma, eu fui reconhecida como a maior leitora da sala – ganhando um livro da professora e...... não sei se teve alguma influência, mas eu passei de ano.

Eu só fui ter um contato tão forte com outro meio de comunicação no final de 2004. Quando, finalmente, os meus pais cederam e eu e minha irmã conseguimos uma televisão para cada um dos quartos. Era uma grande vitória poder escolher entre Globo, SBT, Record e o melhor: quando a gente bem entendesse. Eu optava na maioria das vezes pela Rede Globo e assistia qualquer coisa que passasse. Quem conhece sabe que a emissora exibi os mais variados telejornais, o que fez com que a minha necessidade de estar sempre bem informada aumentasse cada vez mais.

Meados de 2007, minha mãe – que se recusava a pagar mais dois pontos adicionais para a NET – cede novamente. Com quase uma centena de canais disponíveis, eu me interesso especialmente por um. Nada mais, nada menos do que o canal conhecido por informar os telespectadores em tempo real. A Globo News passa a ser a minha maior fonte de informação. E através desta, eu conheço o mundo das especulações. O meu interesse pelo mercado financeiro não fica só na telinha. A minha frequência quanto às conversas com o meu pai, à leitura do jornal e ao uso da internet como meio de informação cresce. Logo que entregue, o jornal OGLOBO segue em uma viagem rumo à escola, a globo.com não é mais suficiente e as conversas não ficam mais entre eu e papai. Pela primeira vez, os três meios de comunicação mais conhecidos estão incluídos no meu dia-a-dia. Esteve tão claro desde os meus 10 anos. Eu seria uma idiota se não seguisse a carreira de jornalista.

domingo, maio 31, 2009

Quantos quilos terá Paes em 2012?


Felizmente eu sou uma exceção. Sou do sexo feminino e adolescente, mesmo assim sou jovenzinha muito engajada com a política. O grande culpado é o meu pai. Sempre conversamos e parte dos meus interesses veio por influência dele. Ainda me recordo da eleição de 2002. Acredite, eu assistia ao horário político e gostava daquela farra toda. Na escola, a professora de português da época, Fernanda, sempre falava do Lula e em casa, eu ouvia sobre o Serra. Obviamente eu torci pelo José Serra e não fiquei quieta. Tomei coragem e enviei um SMS para a professora, escrito “Brasil para frente, Serra presidente”. Em 2006, aos 14 anos, eu pedi material de campanha do Geraldo Alckmin pela internet e sai espalhando-o pela escola. Todos queriam adesivos para colar no escaninho, pôster para incrementar um bigodezinho aqui, um laço ali. E os alunos sempre com aquela pergunta clássica:
“Professor, você vai votar em quem?”
Aquilo não era só reflexo das conversas com o meu pai, dos noticiários da televisão. Aquela fervura ao passar do segundo semestre já havia se tornado um hábito. Minha mãe - que nunca gostou de política - não votava mais! Eu decidia os votos e ia à urna com ela apertar nos números decorados. Não podia ser diferente. Em abril de 2008, com meros 15 anos eu liguei para o TRE (Tribunal Regional Eleitoral), após descobrir o endereço carreguei a minha mãe para finalmente receber o meu título de eleitor. Eu só votaria em outubro e aquela fervura já tomava conta do meu corpo. Pedi material de campanha do Gabeira, estudei cada candidato, conversei sobre política, andei na praia para ver mais campanhas eleitorais, assisti a todas as entrevistas,... Eu estava cada vez mais decidida de que iria gabeirar e que aquela era a melhor decisão para o Rio. Eu já conhecia o Eduardo Paes de eleições anteriores e não tinha uma má ideia deste. Porém após diversas entrevistas, eu temia cada vez mais o monstro em que o ex-tucano poderia ter se tornado. Fora os argumentos usados pelo Paes sobre a relação Gabeira-Maia, a amizade com o governador Sergio Cabral, aquela sobrancelha levantada me dava calafrios – estilo Dick Vigarista (ver foto). Naqueles meses, eu pensei que caso o Paes fosse eleito, nós entraríamos em mais alguns anos de desgoverno. Dia 5 e dia 26 de outubro, eu vesti a minha blusa verde e realizei um desejo de 6 anos. Votei com consciência limpa. Passei o resto do dia colada na televisão, esperando o tal resultado. O resultado é divulgado, e lágrimas saem dos meus olhos. Paes é eleito o novo prefeito do Rio. Indignada, vesti a mesma camisa no dia seguinte e não resisti ao choro no banheiro da escola. Eu não tinha mais esperanças. Porém logo no início do governo Paes, eu já sou surpreendida. Paes parece realmente querer cumprir cada um das suas 1001 promessas. Mesmo assim, acreditava que aquilo seria marketing e que nas semanas seguintes, o Rio voltaria àquele abandono. Hoje, início de junho, eu confesso que o Paes está acima das minhas expectativas e que o Gabeira não faria melhor. Apesar de ter errado quanto ao perfil do candidato, orgulho-me de ter me engajado na campanha, o que mostra que eu realmente me importo com o futuro não só do Rio, mas com o futuro do mundo.

sábado, maio 30, 2009

A inútil aula de alemão

Como de costume, eu tenho anotado os assuntos que eu pretendo falar aqui no blog no bloco de notas do meu celular. Só que nesse mês de Maio, eu não me dediquei muito ao blog. Os assuntos estão acumulados e os próximos meses prometem! Abaixo estão alguns poemas escritos por mim, Leo, Cal e Nana durante a inútil aula de alemão.

Biologia

Aprendo sobre orgia,
Por isso preciso de terapia,
Peguei a minha tia,
Em plena luz do dia,
Fazendo xixi na pia,
E praticando bulimia.


Física

Estudo física,
Ouvindo música biblíca,
Comunico-me através de mímica,
Às vezes dá uma zica,
Aí pego uma pica,
Minha vida é uma poesia lírica.

Matemática

Sou problemática,
Mas não sou antipática,
Toco música aquática,
Ponho as coisas em prática,
Essa é a minha tática,
Tudo isso porque sou a matemática,
Uma menina dramática.


Alemão

Sempre tem um bobão,
Querendo dar de machão,
Lá debaixo do colchão,
Fudendo com um negão,
Alguns preferem dizer não,
Em vez de tirar uma conclusão,
Que isso! Não dá não,
Quem supera é o Alemão,
Que ganhou o paredão,
E agora tá com um milhão,
Tirando onda de gostosão.




sexta-feira, maio 22, 2009

exaustão + distração = repercussão


Dizem que Deus perdoa quase tudo. Mas quando se trata de sexta-feira à noite, qualquer um deveria perdoar. Graças a um pequeno deslize, algum funcionário do GLOBO colocou no ar na página principal duas vezes a mesma notícia e pelo incrível que pareça, lado-a-lado. Não gerou grandes repercussões, só algumas gargalhadas e o interesse pela reportagem.

quarta-feira, maio 06, 2009

A volta daqueles que já foram


Após um ano do escândalo dos travestis, Ronaldo voltou com tudo às páginas dos jornais e noticiários da televisão. Dessa vez, o fenômeno não precisou se explicar ou negar a sua orientação sexual, muito pelo contrário foram tantos os elogios que o jogador chegou a ficar vermelho.
“Ronaldo está magro. Ronaldo é a salvação do Corinthians. Ronaldo fez gols lindos.”
O que está acontecendo é um exagero dos meios de comunicação. Claro, Ronaldo tem carisma e é idolatrado pela população brasileira. Porém lamento informar, mas essa não é a grande volta do maior artilheiro da história das Copas do Mundo. Ronaldo e seu topete já tiveram a sua época, agora com 3.2 é difícil voltar ao pique de 7 anos atrás. A mídia fez o justo, deu espaço ao Ronaldo que é visto como exemplo de sucesso e superação a muitos fãs. Infelizmente, deixaram passar do ponto e vem aquele “Ronaldo vai para a seleção?”. O cara voltou a marcar há pouquíssimo tempo e torcedores já querem vê-lo escalado. Realmente, só se for para entrar nos minutos finais do segundo tempo e ficar esperando a bola junto ao goleiro do time adversário. E a obrigação dele é sim fazer vários gols, do mesmo jeito que os Juans da vida precisam ajudar o goleiro na defesa. Essa contratação do Corinthians me soa mais como uma estratégia de marketing do que interesse no desempenho do jogador em campo. Tática que foi muito bem sucedida, porque não faltaram imagens do Ronaldão vestido de Corinthians carregando a Nike e a Medial Saúde. Fora isso, a mais nova contratação do Flamengo foi o Adriano – imperador reinou em 2002. Depois de voltar ao Brasil no mês passado, o jogador se declarou aposentado e feliz com o retorno ao país. Diferentemente do que muitos pensaram, essa aposentadoria não seria sinônimo de descanso. Adriano será o Ronaldo do Flamengo. Felizmente com menos destaque, caso contrário eu entraria em outra onda anti-futebol.

segunda-feira, abril 27, 2009

A derrapada de Falabella

O programa humorístico global Toma Lá Dá Cá deu uma escorregada na maionese no seu último programa exibido na terça-feira (21). Nomeado de Por causa da maionese, o humorístico abusou dos telespectadores, principalmente por ter feito das propagandas em benefício da Hellmann’s o principal tema do episódio. Fora isso, os três temas abordados não tinham nada em comum, isso só ajudou a confundir a cabeça do telespectador. Diante da telinha, eu fiquei curiosa: falta de criatividade ou dinheiro? Se todas as emissoras adotassem essa ideia, as mulheres só conversariam sobre marca de shampoo, já os homens sobre os carros. – Judith, você já conhece a nova fórmula da Seda? Ela deixa os nossos cabelos lisinhos e cheirando a riqueza e poder. Judith abraça o produto e a câmera dá um closet. Quem sairia na pior somos nós, carregados de programas com apelações e sem conteúdo, fugindo do interesse público. Prefiro pensar que aqueles minutinhos foram somente um deslize do autor e que a TV Globo não deixará o dinheiro interferir na programação. Assisto ao programa, mesmo não sendo fã deste. Sempre escuto comentários a favor do programa quando o quesito é humor.
“Eu dou tantas gargalhadas que o meu vizinho deve achar que eu sou louco.” confessou o meu pai outro dia.

Fiquei muito decepcionada, pois foi forçado e ficar falando nome de maionese não fará ninguém rir mesmo com Miguel Falabella, Arlete Salles e Adriana Esteves em cena.

WHYYYYYYYYY

Os últimos dias foram bem: provas, Araras, ansiedade, Rio, Boom Boom Pow, revolta, Angra, Rio, frutas, planos, insônia, espanto, desapontamento e soneca.

Tudo com moderação

10 etapas para nunca mais fazer dieta

1. Comer devagar. Comer muito rápido faz comer mais.

O estômago demora cerca de 20 minutos para mandar

um sinal para o cérebro. Comendo devagar, o cérebro

tem tempo de receber a mensagem de que seu corpo

está satisfeito.

2. Garfadas menores. O paladar está na superfície da

língua. Se a sua boca está cheia de comida, você nem sente

o gosto.

3. Concentre-se na comida. Comer em frente à TV ou no

carro faz o momento se tornar irrelevante. A falta de atenção

faz com que se coma demais.

4. Apóie o garfo no prato. Se ainda tem comida na sua boca,

coloque o garfo no prato. Não o encha novamente até que

tenha engolido.

5. Sirva a comida em pratos pequenos. Isso resolve dois problemas

de uma só vez: o de lavar a louça e o fato de você comer com os olhos.

6. Comida sem gordura engorda. Comidas sem gordura não

satisfazem e contêm mais açúcares.

7. Se não for comida, não coma. Nosso corpo sabe o que é comida de

verdade: carnes, frutas, verduras. Invenções como coca-cola causam

problemas de saúde e de sobrepeso.

8. Coma em etapas. Coma a salada primeiro. Isso ajuda a ganhar

tempo à mesa e previne que você coma rápido e em grande quantidade.

9. Gordura é necessária na dieta. Seu corpo e cérebro necessitam de

gordura para serem saudáveis. Você come uma quantidade normal de

gordura quando come alimentos de verdade, como manteiga, azeite,

ovos, castanhas e queijos.

10. Alta qualidade da comida leva a comer menos quantidade.


Fonte: e-mail dieta dos franceses